Um novo tempo: momentos para Deus – Reflexão: Gn 9,8-15; Mc 1,12-15 – Iº Dom / Quaresma – Ano B

Um novo tempo: momentos para Deus.

Reflexão: Gn 9,8-15; Mc 1,12-15 – Iº Dom / Quaresma – Ano B

 Estamos no início da Quaresma. Somos convidados a seguir e acompanhar Jesus na sua preparação para a Páscoa, acontecimento fundamental da sua Vida e da nossa. Na Páscoa celebramos a morte que é vencida pelo amor, pela vida renascida.

Uma reflexão breve sobre a primeira leitura.

Dilúvio não é apenas de água (outros acontecimentos de tragédia, dor e sofrimento infinitos… são nos presentes todos os dias…). É importante para nós perceber que Deus não “quer” o dilúvio. Deus não “quer” a morte da humanidade; embora nós façamos muito para “apressar” a morte da humanidade.

O que Deus “quer” é a grande Aliança. Esse grande arco-íris sobre o mundo todo. Não será mais uma nação, um povo. O que está em risco é toda a Vida que existe no planeta. As “águas” têm uma força devastadora no dilúvio. Na imersão do batismo a água é o início e o compromisso da Salvação. O arco-íris é sinal da fidelidade de Deus. A Cruz de Cristo é a garantia da nossa ressurreição.

Uma reflexão breve sobre o Evangelho.

Nos quarenta dias que Jesus passou no deserto, teve a experiência de ser tentado. O evangelista Marcos não revela o conteúdo da tentação sofrida porque ela aparece constantemente na vida do Mestre. Satanás significa «adversário», quer significar, pessoas e sistemas, opções e mentalidades, etc., que «causam uma adversidade contra a Verdade de Deus», se opõem ao projeto criador, que é anunciado e realizado na pessoa de Jesus.

Ponto um. Jesus foi tentado. Isso é um abismo para todos nós. Se o próprio Deus foi tentado e nós? Caídos e erguidos. Seremos tentados durante toda a nossa vida. Não é o fim trágico e obsessivo. É vigilância, cuidado e procura de obediência.

Ponto dois. O apelo do Evangelho: arrepender(-se) e acreditar. «Cumpriu-se o tempo». Arrependimento exige transparência e a coragem da responsabilidade, que leva à conversão, como mudança de direção. Perceber que o caminho que levamos não traz felicidade verdadeira, que não podemos cair no abismo da indiferença.

Esta quaresma é o tempo da vida temperada, da riqueza interior, da disponibilidade alegre, da renúncia ao bem-estar próprio, da tentação no «deserto aberto». Assim faremos o caminho de Jesus para os Outros, com mais paz e melhor justiça. Tentados mas convertidos pelo Amor, feito silêncio de entrega.

 

Por: Pedro José, Gafanha da Nazaré, 25-02-2012. Caracteres (esp.incl.): 2271.

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