A única missão é amar – comentário Mt 22,34-40

A única missão é amar

Comentário: Mt 22,34-40: Ano A – XXX Tempo Comum (23-10-2011)

         a’ – A pergunta explica-se porque os fariseus contavam 613 preceitos na lei, 365 proibições e 248 mandamentos. Jesus não anulou a «complexidade» de amar; chamou para junto de nós a «simplicidade» da tarefa mais complexa e decisiva: aprender a amar.

         a’’ – “Quando não se tomam as sentenças do Novo Testamento como mandamentos mas como expressões de um saber invulgarmente profundo dos segredos da nossa alma, então a expressão mais sábia que já alguma vez se disse, a breve essência de toda a arte da vida e do ensinamento da felicidade, é essa expressão “Amar o próximo como a nós mesmos”, que aliás já parece no Velho Testamento. Pode-se amar o próximo um pouco menos do que a nós próprios – nesse caso a pessoa é o egoísta, o que arrebata, o capitalista, o burguês, e a pessoa pode mesmo juntar dinheiro e poder, mas não tem um coração alegre, e as alegrias mais requintadas e mais saborosas da alma estão-lhe vedadas. Ou a pessoa pode amar mais o próximo do que a si próprio – então não passa de um pobre diabo, cheio de complexos de inferioridade, cheio de ânsia de tudo amar e, no entanto, cheio de rancor e de queixas contra si próprio e vive num inferno que se incendeia a si mesmo diariamente. Em contrapartida, o equilíbrio do amor, o poder amar, sem ser culpado, este amor por si próprio, que no entanto não é roubado a ninguém, este amor pelos outros que não diminui nem violenta o próprio Eu! O segredo de toda a felicidade, de toda a santidade está nesta expressão. E, se se quiser, também se pode virar do lado indiano e dar-lhe o seguinte significado: ama o teu próximo, porque ele és tu mesmo!, uma tradução cristã do tat twan asi. Oh, toda a sabedoria é tão simples, já há tanto tempo que foi com precisão e indubitavelmente expressa e formulada! Porque é que nos pertence só de tempos a tempos, só nos dias bons, porque não sempre?” (1).

         a’’’ – “A missão universal envolve todos, tudo e sempre. O Evangelho não é um bem exclusivo de quem o recebeu, mas é um dom a partilhar, uma boa notícia a comunicar. E este dom-empenho está confiado não só a algumas pessoas, mas a todos os baptizados,”(…) Por essa razão a Igreja “(…) nunca pode fechar-se em si mesma. Enraíza-se em determinados lugares para ir além. A sua acção, em adesão à palavra de Cristo e sob a influência da sua graça e caridade, faz-se plena e actualmente presente a todos os homens e a todos os povos para os conduzir rumo à fé em Cristo”(2).

 

FONTE: (1)HESSE, Hermann, Aquista, Difel, Algés, 1997, pp. 124-125 [Tradução: Maria Adélia Silva Melo, Original: Kurgast – 1953].(2)Cfr. MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI PARA O DIA MISSIONÁRIO MUNDIAL «Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós» (Jo 20, 21), 2011, acesso: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/messages/missions/documents/hf_ben-xvi_mes_20110106_world-mission-day-2011_po.html, 22-10-11.

Por: Pedro José, Gafanha da Nazaré, 22-10-11. Caracteres (esp.incl.): 2451.

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