Escutismo: recomenda-se de graça!

Escutismo: recomenda-se de graça!

XVIII ACAGRU – 588 (25 a 29 de Julho 2011 – S. João do Monte): 62 escuteiros, com os dirigentes e equipa de apoio, total de 83 participantes. Já passaram alguns dias. Quando vi as primeiras fotos, apenas uma parte das intermináveis colecções individuais…, invadiu-me novamente a gratidão absoluta. A preparação antes foi exaustiva. A agitação durante foi enorme e desgastante. A avaliação depois continuará a ser absorvente, envolvente, especialmente, no modo a ser “digerido”… Sobre o imaginário já tinha reflectido… agora faço releitura.

No «Principezinho» descobrimos um menino que vive num asteróide e vem à Terra, nessa viagem, e em todo o nosso viajar, serão muitas as descobertas… No «escutismo» viajamos desde a infância até à maturidade, e vice-versa, descobrindo que não há uma sem a outra, não são inimigas mas gémeas…

Através do «Principezinho» somos expostos de forma simples à amizade, à lealdade, à dedicação… através do «escutismo» vamos ganhando disponibilidade interior; interiorização sobre o que tem mesmo Valor…

Com o «Principezinho» lembramos a máxima «o essencial é invisível aos olhos»… com o «escutismo» a nossa missão é «deixar o mundo um pouco melhor do que encontramos»…

«O Principezinho» é um livro que só se entende com o Coração… «Ser escuteiro(a)» significa cumprir o nosso Ideal com a energia do coração… Robert Stephenson Smyth Baden-Powell (1857-1941), conhecido por BP, e Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry (1900-1944), conhecido por Saint-Exupéry, foram nossos Amigos, para além da física dos lugares e das culturas, dentro da Linha do Tempo – verdadeiramente religiosos em humanidade. Depende de nós… Depende de ti… Estamos agradecidos aos dois, pois tornaram a humanidade melhor. Ambos acreditaram, profundamente, na Bondade do mundo. Nós também queremos acreditar e viver de acordo com esse Sonho de Verdade Invisível”.

Existe vida plena para além do “eu”? Sim no jogo do amigo (in)visível, na comensalidade (programada e sobretudo desprogramada), na oração, na anedota real e na fictícia, na poeira e no suor, no riso e na lágrima, na bolha d’ água do pé ardente…

Acampar noutros “planetas” é possível? Nos raides e suas pequenas descobertas etnográficas, biológicas e antropomórficas… O mundo é um planeta feliz… mais feliz com a nossa generosidade: ser para os outros…

Qual a “certeza” que não vamos sofrer? A felicidade não é “distópica”, muito para aquém. Sofremos porque muitas das vezes nos fazemos-a-sofrer. Não arriscamos na felicidade absoluta. Há excepções que não confirmam a regra, mas a infinitude do real, na sua riqueza humana o confirma…

Todas as perguntas são desejos que procuram ser cumpridos. Tarefa a cumprir com enlevo e graça, a graça de sermos nós cumpridos pela doação fraterna, rica em justiça e ternura. Durante este acampamento cada um deixou um pouco de «si», e levámos um pouco do «nós».

Pedro José, Assistente do Agrupamento 588, 12-07-11 e 02-08-11. Caracteres (esp.incl.): 2877.

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