Delíquio, o que é isso?

 

Delíquio, o que é isso?

 

Todos os dias uma palavra nova. Uma palavra não gasta. Ainda não apreendida, livre para ser abusada. Com este elogio, não só canto a vitória sobre a ignorância. Ser ignorante até morrer é virtude e não carência. Canto a felicidade pelo desconhecido. As margens da Vida e as relações ganham em sabor e criatividade. Poderei usar ou não. Poderei esquecer ou exigir. Por momentos, a palavra nova é nova. Como só ela o saberá ser. Como o jornal todos os dias nasce e morre, num ciclo de vida e graça. A Cruz de cada dia com a palavra nova é uma Cruz ressuscitadora. Há um ouvido mais fino que escuta a palavra nova. Essa voz mais a sua grafia (até digitada) trazem a experiência da criança que brinca fazendo novas as regras do seu velho jogo preferido. No domingo o tempo para ler aumenta. Enfim, meu delíquio existencial, sofrimento a pacificar.

  

Por: Pedro José, Gafanha da Nazaré, 26-06-11.

Caracteres (esp.incl.): 843.

 

 

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