Apontamento para Náufragos

 

Apontamento para Náufragos

 

        “É preciso ser honesto: diante do mal e da dor, a inteligência encontra-se perdida. No final, a postura mais lógica é agarrar-se com firmeza ao que está claro – a bondade de Deus, a responsabilidade do homem e a experiência (que podemos ter) de um bem que nos é concedido depois de termos passado pela dor – e aceitar confiadamente o que se apresenta obscuro, mas não absurdo. Por outro lado, é uma mais valia para a inteligência a iluminação da fé, que adora a transcendência e a misericórdia de Deus, que entende a morte na Cruz de Jesus como testemunho sem igual de amor, conhece a presença auxiliadora do Espírito e vê o abismo do pecado e a solidariedade misteriosa dos homens no bem e no mal. Mas, apesar destas luzes supletivas, também para o crente a presença do mal no mundo constitui um mistério de amor que, se transcendido, consegue superá-lo e dar-lhe paz interior”, in “Dios, Uno y Trino” – Instituto Superior de Ciencias Religiosas a Distancia / San Agustín, Madrid, 2009, p.199.

Obs. Tradução livre, Pedro José, Gafanha da Nazaré, 31-05-11.

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