O florir da páscoa

O florir da páscoa 

         Já nos semearam na memória a certeza de que o tempo é óptimo juiz das coisas, que cura as feridas, que lapida as arestas, que purifica o ódio, que muda e nós com ele. O tempo tudo transforma. Apostar nisso é reconciliar-se com o futuro. Páscoa é assim (re)começar de novo.

          Deus não gosta dos grandes reinos, mas ama as pequenas flores – segredou o poeta no nosso intimo. Páscoa sem acaso e com necessidade. A Páscoa é essa complexidade que não produz contradição, antes permite integração. Sobretudo, cria dentro de nós uma consciência crítica e livre.

           Somos uma história atravessada por Emaús. A coragem de duvidar. A coragem de ser livre. O reconhecer na obediência. A coragem de olhar a morte. Quando o momento da «morte» se vive como verdadeiro dom da vida, mais tarde ou mais cedo chegará a ressurreição.

 

POR: Pedro José, Gafanha da Nazaré, 09-05-11; 807 caracteres (incl. espaços).

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