O caminho dos “is”: incrível, insustentável, interior e inédito. Comentário: Mt 5, 1-12: Ano A – Tempo Comum – IV (30-01-2011)

 

O caminho dos “is”: incrível, insustentável, interior e inédito.

Comentário: Mt 5, 1-12: Ano A – Tempo Comum – IV (30-01-2011)

        Caminhamos no fio da navalha, entre a austeridade e a liberalidade. A vida é o lugar dos excessos. Viver apesar de poder fazer mal (reserva-nos contra indicações fortes, sem ironia) é o maior projeto de perfeição (sempre inacabada). Ler e meditar nas Bem-aventuraças é abrir o coração sem anestesia, mas também sem dor. Creio eu que sonhamos no limite das nossas forças. Será que a salvação estará na beleza? Creio que sim. Será que a injustiça tem a última palavra? Creio que não. As bem-aventuranças tratam disto tudo. Não são o “correio nornal” da nossa existência. Existia o “correio azul”, agora fiquei surpreso ao saber do “correio verde”. As bem-aventuranças são o “correio arco-íris!?” Deus “gosta” do arco-íris; é o símbolo de uma Nova Aliança: aliança definitiva.

         Acreditou-se que a santidade é uma coisa a preto e branco; é algo que só se adquire à custa de um incrível esforço; que a sua chave se encontra na insustentável força de vontade; e porque somos plenos de erros, de fragilidades no nosso interior; ela a santidade assim assumida não será coisa por demais inédita nos nossos dias anormais. Poucas pessoas são chamadas a este caminho de fé? A santidade é o arco-íris permanente de Deus dentro dos corações humanos. Na interpretação inédita de Jean-Luc Nancy (cfr. JORGE, António, “Um filósofo fala das Bem-Aventuranças”, http://tribodejacob.blogspot.com/2010/08/um-filosofo-fala-das-bem-aventurancas.html: acesso: 29-01-11) é uma “disposição geral da vida humana que foge ao mesmo tempo da angústia e da resignação”.

           Aceitar, fazer esta experiência, de permanecer, de perseverar na construção deste Reino das Bem-Aventuranças: eis o caminho a percorrer na rota da santidade! O mesmo é dizer da felicidade! Estas atitudes de vida, propostas por Jesus não foram, em seu tempo, nem são, ainda hoje, valorizadas: como podem ser felizes os pobres, os sofredores, os perseguidos? É incrível (anti-publicidade); muitas vezes insustentável (no olhar humano); interior (antídoto de toda a hipocrisia); inédito (completamente original), somos recriados nelas sem medo, com alegria, por causa da Esperança que as coisas são sempre penúltimas. Cada um de nós é convidado a reinventar este caminho, arco-íris divino, depois das tempestades, das crueldades do destino, da espiral de violência humana, voltando-nos para Deus, de acordo com o nosso temperamento, cultura e os apelos do nosso tempo. Este é o caminho (comportamento) ao lado e para além dos “is”.

 

FONTES: 1.Cfr. FONTE: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_servicos&Itemid=38&task=detalhes&id=2; acesso: 25-01-2011. 2. Cfr. JORGE, António, “Um filósofo fala das Bem-Aventuranças”, http://tribodejacob.blogspot.com/2010/08/um-filosofo-fala-das-bem-aventurancas.html: acesso: 29-01-11. Por: Pedro José, Gafanha da Nazaré, 30-01-2011. Caracteres (esp.incl.): 2503.
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