“QUEM TUDO QUER, TUDO PERDE”

  

QUEM TUDO QUER, TUDO PERDE.(*) 

         A política divide a sociedade em partidos, o município em grupos e as famílias em tendências. O egocentrismo traz a desunião. Cada um pensa que é o melhor e procura impor seu ponto de vista.. Dizem que o caboré, quando canta, olha para a frente e para trás. Assim é o povo. Quando decide votar, olha para tudo: para a frente e para trás, para o passado e para o futuro, para a vida particular e para a vida pública, para o que o candidato diz e para o que faz e, sobretudo, para aquilo que o candidato demonstra ser. Política é coisa complicada! Toda a escolha é subjetiva, depende da análise da realidade, da observação psicológica, da reflexão pessoal, da educação que teve, da inclinação própria e de complicada decisão. Há quem vote por protesto: “já que é para continuar mau, voto no pior”. “Se política é palhaçada, voto no palhaço mais engraçado”. “Porque política não olha para pobre, voto num pobre”. “Para continuar o que está aí, qualquer um serve!”

        A educação política para a democracia demora tempo. Não é espontânea nem fácil. Exige tempo e muito sofrimento. A democracia dá liberdade ao pensamento, abre muitas possibilidades, engorda a imaginação e os gostos próprios, oferece muitas hipóteses… Alimenta a ousadia de satisfazer sonhos. Quando falta uma liderança forte que congregue vontades, que influencie grupos… cada um leva a canoa para onde quer.

        Nunca se viu em Chapadinha tanto candidato. Como a seara não era de ninguém, houve notória invasão. Cada candidato procurou aproveitar-se o mais que pôde. Vieram de longe e de perto, esteve presente quem mora aqui e quem só aqui põe os pés para pedir voto. Todos lançaram foguetes, fizeram zoada e disseram que queriam votos. Foram 209 os votados. Alguns foram bem contemplados, outros nem tanto. Dependeu do dinheiro disponível. Em Brejo, cidade pequena, foram eleitos dois deputados. E Chapadinha ficou sem nenhum representante legítimo, embora tenha sacrificado muito dinheiro público na campanha. O vice da Prefeitura separou-se, a Câmara dividiu-se e cada vereador seguiu o caminho da sua conveniência. Nem se sabe agora quem são os responsáveis pela maior parte das secretarias municipais. Dos muitos candidatos que aqui andaram, poucos foram eleitos. E se algum, na suplência, ainda for chamado, é por favor. Pouca influência vai ter.

         O assunto precisa ser pensado seriamente pelos chapadinhenses. No futuro precisamos de alguém que seja educado e queira trabalhar pela educação, tenha família e respeite essa “célula mater”, tenha dignidade moral e não vida escandalosa, ame Chapadinha não em cantiga, mas de verdade, tenha capacidade realizadora já demonstrada… Ah! não esqueçamos: tenha “ficha limpa”! Dinheiro só não basta. Só “ficha limpa” também não chega. A influência familiar de populismo fácil, já era. Há votos que são intransferíveis. Chapadinha está cansada de tudo isso”.

 

 

 

 

  

(*) FONTE: in Vida Nova – Boletim Formativo e Informativo da Paróquia de N. S. das Dores – Chapadinha // DIRETOR – Manuel Neves // DIRETOR-Adjunto – Pedro José; N°28 – 17/10/2010, p. 4.

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