É mesmo uma boa nova – apontamento biográfico

 

(Uma resposta escrita e pensada ao sabor da tua resposta/partilha… Sei que preciso sempre dum bom motivo; se ele não existe, eu invento. Estarei desculpado!?)

Caro Amigo!

Hoje passei o dia a arrumar coisas e mais coisas, papeis e toda a bagunça acumulada… Rasgar, queimar, limpar o pó, mudar estantes, reler textos, reciclar… só sonhos e projectos sobrevivem. Sou um arquivista tipo “Kafkiano”, de natureza “informática”… as coisas que eu quantifico, em mim mesmo, dão para uma “terapia invulgar”!? Gosto da beleza/ordem das coisas pragmáticas, meio-metafísicas e mais ainda das quase-inúteis.

Não sei o que me espera (tenho imaginação de sobra… planos A,B e Z). Sei um pouco o que não quero que me faça sofrer outra vez. A idade nos torna mais “espertos”… Acredito que preciso parar um pouco. Não sei se sou capaz disso. Não sou especialista em nada…; detesto “secretariados, reuniões, comissões, presidências”; opinam que são “males” necessários. “Há muita coisa que só desgasta sem lucro evangélico”. Queria trabalhar melhor com as pessoas “germinando seus contextos, encarando seus desafios concretos”. A Igreja instituição diz que também o quer – o que será a cultura/pedagogia da evangelização? – mas depois, na prática, fica presa aos “números, doutrinas, planos e quantias”. Uma escolha fundamental: “ser fermento na massa”. Um critério programático: “só a verdade nos libertará”.

Estou de malas cheias de-quase-triunfos, fracassos suficientes e muitas recordações boas. Gasto, saciado e melancólico: “Voltava a fazer de novo, mas não da mesma maneira”. Seria mais generoso e mais crítico. Menos ressentido. Menos individualista. Muito mais assertivo sem dúvida! Partilhando e simplificando apenas os problemas reais.

Estou a precisar de dormir (esqueço-me de dormir!?). Ler mais também. A vida moderna excomungou a leitura. Infeliz de mim. Reler a vida e seus “desafetos”. “Tudo faz sentido: do passado obscuro ao futuro incerto”. Estou a precisar dumas boas conversas contigo, daquelas intermináveis, sem relógio. Gosto/sempre gostei de pensar contigo. É um comportamento viciante (penso a brincar que não tenho pecados só vícios). Sem cura a minha “arte de conversar” (de preferência sem entrevistas, marcações, contudo…tu sabes dar a noticia do jeito certo). Que saudades… haja tempo (oportunidades não faltarão) para algum projecto comum.

Até breve. pedro josé.

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Uma resposta a É mesmo uma boa nova – apontamento biográfico

  1. Ricardo Abreu diz:

    Todos voltaríamos a fazer as coisas de uma forma um tanto diferente. E, se oportunidade para as repetir houvesse, de novo haveríamos de pensar numa outra maneira de as fazer. Não é defeito, é presença de espírito auto-crítico.

    Aquilo a que chamas “quase-triunfos” terão sido vitórias importantes com aqueles com quem te cruzaste e na vida dos quais deixaste uma marca de bem.

    Abraço,

    Ricardo

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