O TPC da política, melhor da democracia!

 

O TPC da política,

melhor da democracia!

 

            [1.] O que é TPC? É a sigla memorável na vida de qualquer estudante aplicado. TPC é igual a ‘Trabalho Para Casa’. Quando um professor queria a continuidade integral no estudo lá “aparecia” o misterioso e imperioso quanto terrível: TPC! Desorganizador de todos os fins de semana paradisíacos, já agendados pela galera. O que é Política? A arte do bem comum; a arte da tolerância; a arte da felicidade interna bruta… Não chegaremos a conclusão simples, resta-nos o refrão universal: “O ser humano é um animal político”. O que é Democracia? Melhor como a entendemos na prática. Porque todo mundo cita todo mundo (igual a ninguém com substância…) vamos citar, a mais conhecida das citações, não necessariamente a melhor. O estadista britânico Winston Churchill sentenciou: “Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos”.

        [2.] Terminadas estas eleições (salvaguardando os casos de segundo turno), começam já as próximas eleições (reformulação de alianças e pactos de não-agressão (ou não invasão, como “isso” fosse possível na selva política), valorização do número de votos alcançados (vicioso jogo de marketing…), contagem do dinheiro “mal investido”. Neste âmbito o PROCON deveria ser acionado de forma radical… bem como a CGU, TCU, Etc. Para que o leitor bem intencionado pudesse, efetivamente, reclamar: Voto não tem preço: tem conseqüência!”. É assim que funciona o circulo virtuoso da política, nas suas instituições mais democráticas. Mesmo na contra mão, a discussão sobre o “poder da mídia” terá que ser feita um dia, de preferência fora do período eleitoral. Essa discussão é inadiável. Aprofundemos, com a ajuda do maior e mais velho guru maranhense, quando fez sua a citação sapiente: “O poder democrático é uma caneta. Com ela, se pode fazer tudo. Felicidade e infelicidade. Mas no dia em que acaba a tinta, vai-se embora… A eleição é a tinta nova”. Quem se foi embora nestas eleições? Muita da “velha guarda” foi “expulsa”…, até “excomungada” (secou o leite derramado das tetas ‘surreais’). Há sangue novo nas instituições, bendito seja S. Tomás Moro! Eu tenho fé na eleição (qualquer uma, para presidente do síndico…, agente de pastoral…, Papa entre os cardeais (os cardeais não são eleitos, mas elegem o papa: contradição democrática). Agora será que dá os jogadores elegerem o treinador!? Os empregados o patrão!?. Professo a minha costela de ateu (a tender para agnóstico) na politicagem. Mas, dialeticamente, crente nas eleições (como S. Tomé!). E, no finalzinho, devotamente religioso na democracia, ela mesmo minha religião secular. Acendo sempre uma vela em dia de eleições!

              [3.] Nestes eleições em que votei pela primeira vez no Brasil. Posso ser considerado pleno cidadão da pólis. Posso revelar (dizem que em política, ‘o que parece não é, e o que é não parece’) meu escrutínio: ganhei na eleição para deputado estadual (a pessoa certa no cargo errado, pois merecia mais…); ganhei para deputado federal (a pessoa meio-certa para o cargo certo); perdi para governador, e para não perder a piada (ainda não tenho conhecimento, só empatia visceral…), eu diria que votei na pessoa certa, pelas razões certas; perdi nos dois senadores, nenhum dos meus votos elegeu alguém (voto é mais que arma, é justiça irônica…), e no caso perdendo redondo, ganhei na consciência moral (até ética) quase perfeita; para terminar: para não perder, ainda a piada, eu diria que para o cargo mais importante da nação (o único para o qual não posso ser eleito: a mais perfeita democracia, sem ironia), votei na pessoa errada pelas razões certas (recado aos adivinhadores de sufrágio: não, não votei em Dilma).

            [4.] Tenho agora de começar a fazer o “meu” TPC, da política, melhor da democracia. Pois a política serve a democracia, e não a política serve-se (perversamente) da democracia. O reflexivo aqui faz toda a diferença. Todo o eleitor é um leitor (da vida e depois dos livros, de preferência por esta ordem e não outra). Todo o político tem de saber ler e escrever (não me interessa o grau de instrução, mas dou valor a quem tem formação superior, pois é o mínimo desejável para o desempenho de tarefa tão complexa). Para reler Max Weber, e sua obra, “A ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”; Maquiavel, e sua obra, “O Príncipe”, confesso que me faltam animo e disciplina. Aqui temos muito do “príncipe/princesa” e um déficit enorme d’ética. Todo o cidadão tem de ser um aluno aplicado, e não apenas o eleitor que levou a “cola” no dia da eleição. Uma voz sabedora, num púlpito da nossa cidade, reiterou o já óbvio: “O problema do Brasil não são os políticos, são os Brasileiros! Os políticos não se elegem, somos nós que votamos neles. Político não faz concurso, ganha votos, o seu e o meu”. O famoso “day after” é o dia em que se inicia a cobrança inegociável! Como aluno aplicado, sacio-me com um conjunto de ensaios literários de Saul Bellow, para as necessidades concretas serve muito bem. Como o povo diz bem: quem não tem cachorro, caça com gato.

          [5.] Sejamos bons(as) alunos (as) e não apenas alunos(as) bons(as) (depreciativamente bonzinhos) da Política da ‘Ficha Limpa’ (que vão embora de vez os ‘Fichas Sujas’: pelo nosso voto consciente, pela nossa denúncia nas instâncias democráticas e nos julgamentos imparciais). Sejamos eternos aprendizes da Democracia Cidadã, da Dignidade; da Fraternidade, não servos e bajuladores, maus perdedores…; da Igualdade, não indiferentes e intolerantes, com as nossas miseráveis ‘Políticas Públicas’ da Prefeitura de Chapadinha; e da Liberdade, nosso coração não é apenas emoção, negando a inteligência isenta, crítica e construtiva, estaremos condenados ao “Inferno dos Palermas”.

POR: Pedro José, Chapadinha, 06-10-2010. 5811 caracteres (com esp. incluídos).

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