Textos do Boletim Vida Nova, nº25 – Paróquia N.S. Dores Chapadinha – MA: 26-09-10.

 
 

 

 

EU VI CHAPADINHA

AOS PÉS DE MARIA. (*)

 

”Eu vi. Sim, eu vi. Não estou a sonhar! Eu vi Chapadinha aos pés de Maria. Jamais esquecerei. Tenho a certeza que a Padroeira uniu mais seus filhos a Jesus. Observei pessoas devotas, descalças, pais com seus filhos aos ombros, pessoas e grupos recolhidos em oração, famílias unidas caminhando com muita fé… Fala-se muito na procissão. Mas não foi só isso. Houve dedicação dos grupos de trabalho, participação litúrgica, enorme frequência na novena, muita atenção aos temas tratados e grande respeito e interesse na assistência à Palavra de Deus. O espaço da Matriz e da Praça circunvizinha foi pequeno. No dia 15, ruas e praças ficaram bem cheias. A cidade já não tem estrutura para tamanha multidão! O Festejo da Padroeira não é promovido para a cidade ter mais folguedo ou variedade de lazer. Quem fica por aí, é um pobre que nada compreende do que é um Festejo religioso. É um analfabeto em espiritualidade. Um especialista em paganismo alienador. Um Festejo religioso é para mudarmos de vida, para nos chamar mais ao Evangelho, para cada batizado escutar os apelos de Deus, para acordar quem está insensível ou apático à dimensão religiosa. Neste Festejo, a Palavra de Deus desceu abundante. O exemplo da Maria, Mulher perfeita, primeira Cristã, Discípula de Cristo, Mestra e Apóstola do seguimento cristão, Mãe de Deus e nossa Mãe… foi incentivador. Maria Santíssima foi apresentada no Seu brilho de santidade, na Sua grandeza intercessora e exemplar disponibilidade à Vontade de Deus. E foram muitos os que o sentiram. Muitos aproveitaram. Outros permaneceram à margem, entretidos em seus esquisitos divertimentos. Celebrou-se a fé e anunciou-se a esperança. Cantou-se e rezou-se. Houve convívio e partilha. Sinto que a Mãe uniu mais seus filhos a Seu Filho Jesus. De Sua imagem Ela terá lançado um apelo, uma mensagem, uma graça de Deus a cada um de nós. No meio da enorme multidão, Maria era a Mãe querida no meio de seus filhos. Foi tudo bonito, muito solene e atraente. A imagem é de barro. Mas os sentimentos que ela desperta de alegria, fé em Deus, apelo a uma rota espiritual, chamamento a uma mais plena adesão a Cristo… são humanos, atraem ao sobrenatural, enriquecem-nos com a graça divina. Eu vi Chapadinha aos pés de Maria Santíssima. Obrigado, Mãe! Parabéns, Chapadinha!”

 

 

***     ***     ***

 

 

Sejam educados

ou calem-se! (*)

 

“Por norma, não participo em comícios. Irritam-me! Barulho ensurdecedor, gritaria encomendada, apoio bem pago, frases feitas misturadas com foguetes, linguagem agressiva, promessas de "tudo que é bom" (não se sabendo para quem!), dinheiro aos montes a correr, afirmações balofas sem suscitar confiança na população, recurso fantástico à imaginação para inventar o irreal… Por tudo isso e muito mais, não aprecio comícios. Não gosto de exibições de imaginação enganadora. Não pretendo, com isso, dizer que todos são iguais. Mas, mesmo sem querer, alguns comícios chegam a minha casa. Os carros de som ou trios são potentes em zoada. que atordoam o ambiente. Tenho que os ouvir quer queira quer não. Não têm propostas. Então falam uns dos outros! E impressiona-me a linguagem torpe, a rasteira referência ao adversário, a pretensão de destruir o opositor de qualquer maneira. Há dias fui obrigado a escutar referências deste jeito: "ladrões", "safados", "bando de cafajestes", "quadrilha organizada", "imorais", "enganadores"… Mas o pior é que o orador só falava dos outros e tentava esconder o que ele próprio ou o seu grupo já fizeram. O crítico desafiador e o criticado dito explorador, botados na mesma balança, dariam equilíbrio perfeito. Uma coisa me ficou como certa: para alguém ser autoridade pública, no mínimo, deve ser educado. Por isso, digo: sejam educados ou calem-se! Há a Câmara dos Vereadores, a Promotoria Pública, enfim, instâncias legais para recorrer se tudo que se afirma é verdade e assim tão grave. Eu, pessoalmente, acho que as coisas ainda são mais graves do que se dizem. Mas não sei quem será pior: se o político safado ou o povo acomodado que, pela calada, também se aproveita da exploração corrupta! Muita gente não respeita sua dignidade pessoal. Interessa-lhe só uns miseráveis patacos para satisfazer sonhos passageiros. Nesta campanha, estou cansado de ver filas enormes de gente em casa de candidatos ou apoiantes. O que levam vale menos do que aquilo que ganhariam se estivessem esse tempo a trabalhar. Mas também é vergonhoso e insolente explorar quem é pobre. Uma coisa é certa: o fazer-se político não deve ser mau negócio. Isto a medir-se pelo desejo do continuísmo familiar. Os "paizões" acharam-se tão bem na política que estão iniciando seus filhos nessa mesma carreira. As águias treinam seus filhotes nos primeiros vôos. Esta campanha eleitoral é a campanha júnior, predominam os candidatos jovens, os rostos de menininhos(as), filhos(as) de papais, antigos politicões da velha guarda. É o carreirismo! Assim nunca teremos mudança! Pelo que investem nela, política deve ser negócio muito rendoso!”

 

 

 

(*) FONTE: in Vida Nova – Boletim Formativo e Informativo da Paróquia de N. S. das Dores – Chapadinha // DIRETOR – Manuel Neves // DIRETOR-Adjunto – Pedro José; N°25 – 26/09/2010, pp.1 e 4.

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2 respostas a Textos do Boletim Vida Nova, nº25 – Paróquia N.S. Dores Chapadinha – MA: 26-09-10.

  1. José Galvão diz:

    Quando li a Fraze, EU VI CHAPADINHA AOS PÉS DE MARIA, alegrou-me, pois é sinal que a sociedade está tomando consiencia que o caminho certo é DEUS e para isto temos que frequentar a casa Dele com muita frequencia. Fico muito alegre tambem quando vi o povo de Mata Roma unidos na casa de Deus, pessoas que as veses eram vagos a frequencia dele na Igreja, estes durante o Festejo de São Francisco foram os primeiros a convidar para trabalharmos, pois tinhas a consciencia que deveríamos reformar a nossa Igreja e assim se deu durante todo o festejo e a nossa Igreja está linda, contudo agradecemos tambem aos missionários da Boa Nova por ter dado o pontapé inicial em nossas vidas espirituais.

    • cefas1972 diz:

      Um é o que planta, outro cuida e só mais tarde surgem os frutos… e devemos continuar a plantar sem pensar/querer colher os frutos. Há responsabilidade e há comunhão, na criatividade e fidelidade do Espírito Santo.

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