“OBRIGADO, SENHORAS AUTORIDADES, PELA ATENÇÃO QUE TIVERAM!” – Boletim Vida Nova, nº23 (05-09-2010)

 

 

OBRIGADO,

SENHORAS AUTORIDADES,

PELA ATENÇÃO QUE TIVERAM! (*)

 

 ”A Campanha eleitoral tornou-se mais humana nos últimos dias. Menos zoada, mais respeito pelas pessoas, menos brincadeira, mais sossego público. Os guris orientais é que hipnotizam cobras com música de flauta. Não nos ofendam tanto os ouvidos que nossa escolha decide-se mais pelos olhos. Vale mais o que vemos que candidato fez que o que ele agora diz que vai fazer. Pela melhora, obrigado, senhores Juiz e Promotor! Que isto venha para ficar.

Em Chapadinha há dois claros grupos de eleitores: um, onde predomina o fanatismo, vai até à morte, gratuitamente, esperando para mais tarde um sorriso, uma esmola, uma atenção; outro, calculista e negociador, vota, mas vota caro, com exigências caras ou já recebidas ou que pretende receber. E isto dificulta a democracia. Atrasa o processo democrático que não se reduz só à eleição, mas devia-se estender a todos os setores da vida. À maioria de nossa população falta sensibilidade à responsabilidade social e consciência política. A falta de alimento, de casa, de dignidade e, sobretudo, de educação social… falam mais alto. Troca-se o voto por mixarias. Os candidatos sabem disso e tentam criar ambiente emocional para mais facilmente conquistarem as pessoas. Ouve-se foguetes, mas não se sabe os projetos de trabalho dos candidatos. Oferecem-se sorrisos, mas não se vislumbra um futuro melhor. Lindas músicas, bons carros, muita zoada, mas pouca atração pela competência moral ou intelectual. Alguns, se eleitos, nunca mais ninguém os verá! Vão esconder-se para ninguém os chatear. E a maioria deles não passam de continuadores familiares do antigo coronelismo. Ao povo custa-lhe compreender isto. Por isso, hipoteca o futuro, adia a mudança, esquece a ética, esconde os miseráveis trocados que recebe… E vai, irresponsavelmente, continuar criticando os políticos que o esquecem, sem lamentar que é culpado de tudo isto e que é ele que se esquece de fazer política séria. A brincadeira trará maus resultados. E quem mais vai sofrer é quem hoje mais brinca”.

 

 

(*) FONTE: in Vida Nova – Boletim Formativo e Informativo da Paróquia de N. S. das Dores – Chapadinha // DIRETOR – Manuel Neves // DIRETOR-Adjunto – Pedro José; N°23 – 05/09/2010, p.4.

 

 

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