No Centenário do seu Nascimento – Teresa de Calcutá: 1910-2010.

 
 

Nunca te detenhas

        Tem sempre presente que a pele vai ficando enrugada, que o cabelo se torna branco, que os dias se vão convertendo em anos, mas o mais importante não muda! A tua força interior e as tuas convicções não têm idade. O teu espírito é o espanador de qualquer teia de aranha. Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida. Atrás de cada trunfo, há outro desafio.

       Enquanto estiveres vivo, sente-te vivo. Se sentes saudades do que fazias, torna a fazê-lo. Não vivas de fotografias amareladas. Continua, apesar de alguns esperarem que abandones. Não deixes que se enferruje o ferro que há em ti. Faz com que, em lugar de pena, as pessoas sintam respeito por ti. Quando, pelos anos, não consigas correr, trota. Quando não puderes trotar, caminha. Quando não puderes caminhar, usa a bengala. Mas nunca te detenhas!

 POR: Madre Teresa de Calcuta.
 
 
 
Hoje, o centenário de nascimento da Madre Teresa
 

 

    

 

 

 

 

 

No dia 26 de agosto de 1910, nascia em Skopje (Albânia, hoje Macedônia) Gonxha Agnes, conhecida pela eternidade como madre Teresa de Calcutá. No centenário de seu nascimento, os atos celebrativos estão prontos em todo o mundo. As congregações religiosas fundadas pela beata, assim como as Igrejas particulares do mundo celebram esse aniversário com missas, vigílias de oração, novenas e simpósios com o tema comum "Deus nos criou para coisas maiores: amar e ser amados".

     A reportagem é da agência Zenit, 22-08-2010.

      Nascida de pais albaneses originários de Kosovo, a beata será homenageada em 26 de agosto em Skopje, na República ex-iugoslava da Macedônia, com uma sessão no parlamento macedônio, seguida da apresentação do Prêmio Nacional Madre Teresa.(…)

    Na Albânia, está prevista uma peregrinação nacional em sua homenagem em 26 de agosto, na catedral de Vau-Dejës, na diocese de Sapa, com uma liturgia eucarística presidida pelo arcebispo de Durres-Tirana, Dom Rrok Kola Mirdita, e concelebrada pelo núncio apostólico na Albânia, Dom Ramiro Moliner Inglés, junto a todo o episcopado local.(…)

(…) Haverá a inauguração de uma exposição de fotografias chamada "Beata Teresa de Calcutá: Vida, obras, mensagem", organizada pelo Palácio da Chancelaria.

       Por ocasião de sua festa litúrgica, a igreja de São Gregório acolherá diversas iniciativas espirituais: uma vigília de oração no sábado, 4 de setembro, e uma liturgia eucarística no domingo, 5 de setembro, celebrada pelo prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, cardeal Ivan Dias.

      Também serão celebradas liturgias e novenas em outras cidades da Itália (Turim, Gênova, Bolonha, Florença, Nápoles, Reggio, Calábria, Palermo, Cagliari, entre outras) e da Europa, entre elas Madri, Barcelona, Paris, Copenhague e Munique.

      Na Índia, onde a Madre Teresa chegou em 1929 e passou grande parte de sua vida, as comemorações começaram em 17 de agosto, com uma novena em todas as paróquias da arquidiocese de Calcutá, sede central das Missionárias de Caridade.

     Lá, o centenário será aberto oficialmente em 26 de agosto, com uma Celebração Eucarística celebrada pelo arcebispo de Ranchi, cardeal Telesphore Toppo. (…)
   
     Este encontro dará lugar à apresentação oficial de uma moeda com a imagem da beata pelo Estado indiano, que quer proclamar 26 de agosto como o Dia Nacional dos Órfãos, como sinal de reconhecimento à Madre Teresa e à sua obra com as pequenas vítimas da solidão e do abandono.

     Vocação universal ao amor

      Como preparação, as missionárias da Caridade e o Centro Madre Teresa de Calcutá difundiram um texto que convida a refletir sobre a vida da beata e suas contribuições para a Igreja no mundo.

      Seguindo seu exemplo – lê-se no documento -, pessoas de diversas crenças começaram a experimentar que só o dom de si mesmo é capaz de satisfazer o sinal vital presente em cada criatura: um sinal vital espiritual que tende à relação com Deus e passa pelo amor ao próximo.

       Neste sentido, o texto cita o magistério de Bento XVI na Deus caritas est: "Amar ao próximo também é um caminho para encontrar a Deus" (n. 16), porque "no menor, encontramos o próprio Jesus e em Jesus encontramos Deus" (n. 15).

        Também recorda as palavras que João Paulo II pronunciou num discurso por ocasião do 3º aniversário da morte da Madre Teresa: "Ela encarnou o amor que Jesus indicou como sinal distintivo a seus discípulos: ‘Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros’" (Jo 13,35).

       Por outro lado, o texto destaca o caráter "cotidiano" do amor da Madre Teresa, um amor alimentado por pequenos gestos, oportunidades oferecidas a todos para levar consolo nos sofrimentos, na solidão, no desânimo, em todo lugar e toda circunstância, começando por sua própria família, com o objetivo de transmitir ao próximo o amor de Deus.

     Para suas irmãs, a beata resumiu a vocação universal ao amor desta forma: "Todos nós somos convidados à perfeição da caridade: a santidade não é um luxo de poucos, mas simplesmente um dever para cada um de nós".

    Finalmente, o texto evoca a passagem de um discurso pronunciado por Bento XVI em 10 de fevereiro de 2007, durante um encontro com as Misericórdias da Itália e os doadores de sangue: "No Juízo final – afirma o Papa -, Deus irá nos perguntar se o amamos não de uma forma abstrata, mas concreta, com atos (cf. Mt 25, 31-46) (…). São João da Cruz gostava de repetir que, no final da vida, seremos julgados pelo nosso amor".

 
 
 
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