“UM ACINTE, UMA PROVOCAÇÃO PÚBLICA!” – Boletim Vida Nova – Versão Online, Paróquia N. S. das Dores – Chapadinha – MA (14/08/2010)

 

 

 

UM ACINTE, UMA PROVOCAÇÃO PÚBLICA! (*).

 

 

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”Em Chapadinha não temos uma Rodoviária decente, os Hospitais e o sistema de Saúde estão em péssimas condições, as estradas do interior estão ao capricho das chuvas e à influência do acaso, as infra-estruturas, o lixo, a entrada da cidade… uma vergonha! Há populações do interior a passar mal por causa das enchentes do ano passado e a seca deste ano. A agricultura está estagnada na tradição de cinco séculos. Há contas reprovadas no Tribunal de Contas e, no Conselho Comunitário de Saúde, o poder público tenta ludibriar a situação de protesto anulando atas, trocando pessoas, encomendando e pagando explicações jurídicas falsas para perpetuar gastos inexplicáveis. Chapadinha parece estância balnear onde algumas autoridades passam dias de férias todas as semanas. Nos últimos anos, o patrimônio público foi esquecido e o muito dinheiro que vem não confere com o pouco ou quase nenhum que se vê gastar na melhoria e desenvolvimento do Município. No entanto, na campanha política, estamos assistindo a luxuosas caravanas de carros com publicidade, a uma exibição exageradíssima de petulância, a uma demonstração de grandeza e opulência de alguém que se quer perpetuar no poder, mas ofende a situação de pobreza de muitas famílias. Enquanto a alguns dá vontade de chorar por tal comportamento público esquisito, esses senhores exibem cara sorridente e satisfeita. Tentam humilhar o povo simples com grandeza e riqueza que nos leva a pasmar e a indignar. Donde vem tanto dinheiro? Uma demonstração assim dá a impressão que quem a faz se sente inseguro, sabe que o povo não vai com ele e então usa o máximo de marketing. Como se pode pagar tantos grupos de apóio em tantos Municípios, satisfazer a ganância de políticos decadentes desejosos de transferir votos para quem bem lhos pagar, encomendar músicas que vão ser ouvidas até á chateação, enfeitar carros, pagar motoristas, comprar equipamentos de som, pagar aluguer de carros, gasolina, e ainda distribuir favores aos montes…? Mesmo que seja tudo isto fruto de dinheiro bem ganho (no que eu não acredito!) tanto exagero é irresponsabilidade, é acinte, é provocação pública, é falta de sensibilidade diante de tanta pobreza! Que moral poderá haver que fundamente a credibilidade do povo para dar votos a estes senhores e senhoras? Onde a competência para representar o povo, se o povo foi sempre esquecido e trocado por interesses individuais? Ai se um dia os pobres abrem os olhos! E, valha-nos Deus, porque ainda tem gente que gosta de ser enganada e explorada!”

 

 

(*) FONTE: in Vida Nova – Boletim Formativo e Informativo da Paróquia de N. S. das Dores – Chapadinha // DIRETOR – Manuel Neves // DIRETOR-Adjunto – Pedro José; N°20 – 15/08/2010, p.4.

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