N.B.M. = Vida que não é notícia de Primeira Página! (Bispo LUIGI PADOVESE).

 

      (N.B.M. = Nota Bem Mesmo). Um NOME: Dom LUIGI Padovese! Se fosse mais um caso de pedofilia episcopal/presbiteral – que é preciso denunciar e punir judicialmente – seria primeira págima em todos os meios de comunicação, este mártir bem competente e inspirado… fica refém das “agências noticiosas religiosas”. Porquê? Quem souber responder, avança na compreensão do nosso mundinho, profundamente, consumista, acrítico e sectário.  Hoje, dois companheiros meus de missão, perante mim, que sou um ´garoto´, fazem-45-anos-de-PADRE: Pe. Neves e Pe. Casimiro. O último, sem completar um ano de operação delicada, com mais de 70 anos, está a passar uma semana, no interior em dura missão, de terça até sábado. Aniversário no meio do povo cristão das CEBS (esquecidas e recuperadas, novamente, na conferência de Aparecida). O primeiro, quase a chegar aos 70 anos, já operado ao coração… esta semana foi consultar das mazelas duma vida de entrega total, em S. Luís, e hoje, mais cedo que todos, vi sair com duas sacas plásticas, com bíblias Ave-Maria, 5 em cada. Um cliente queria comprar cinco!?!? Disse o raio desta moto não anda a pegar bem!? Rsrsrsrs. E “ISTO”, também, não é notícia, em ano sacerdotal, que possa interessar, em meio a todas as desgraças: pedófilas…, carreiristas…, a-políticas… e incompetentes. 

Hoje, também, recebi um mail da Ir. Isabel, M.B.N. e enfermeira licenciada, que está a renascer no seu compromisso missionário – UM MÊS PLENO…-, no norte de Moçambique (bem ao lado do país da Copa: África do Sul!), – ela que foi perseguida, despedida e ‘injustiçada’, pela sua competência e ética, no nosso Conselho Municipal de Saúde, enquanto representante da Igreja Católica. Vive o drama de aproximadamente 10%  dos doentes da população da sua Província sofrerem de AIDS. Fala com ajuda de um tradutor e quer continuar aprender a língua e cultura Macua. Os irmãos mulculmanos aumentam, o estado é laico e não guarda feriado do Corpo de Deus (!?). Tem o apoio dos irmãos e padres da S.M.B.N. em Pemba, e dos Passionistas, "gente fina", que moram mais perto… Irmã Isabel e Irmã Conceição, coragem e tempo agraciado, o Reino dos Céus pertence às pacificadoras e às justas. Apressai-vos lentamente!…

Mais que o “sistema” vale o Reino de Deus. Leitura de Laudes: “O Reino de Deus não é comida nem bebida,  mas é justiça e paz e alegria no Espírito Santo (Rm 14,17)”. ENTRETANTO: Dom LUIGI, rogai por nós! pedro josé, 10-06-2010).

 

  Bispo capuchinho foi vítima de assassinato ritual

      Não foi um ato de um doente mental, mas sim um assassinato ritual, com modalidades e motivações próprias do fanatismo religioso. Essa nova tese sobre o assassinato do presidente dos bispos da Turquia, Dom Luigi Padovese, foi lançada nesta segunda-feira pela agência AsiaNews, do Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras, que insere assim o homicídio em uma visão fundamentalista do Islã.
     A reportagem é da Agência Asia News, 07-06-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
A agência pontifícia considera, além disso, que, à luz dos fatos, "é preciso revisar as declarações do governo turco e as primeiras convicções manifestadas pelo Vaticano, segundo as quais o assassinato não teria tido motivações políticas ou religiosas, embora fique claro que, como disse Bento XVI, esse assassinato não pode ser atribuído à Turquia e aos turcos e não deve dificultar o diálogo inter-religioso".
"As testemunhas – escreve a agência do PIME – afirmam ter ouvido o bispo pedir ajuda. Mas ainda mais importante é que ouviram os gritos de Murat imediatamente depois do assassinato".
Segundo fontes citadas pela agência do PIME, o assassino subiu ao telhado da casa e gritou: "Matei o grande Satã! Alá Akbar!".
      Assim, pois, a sequência do assassinato se esclarece: o bispo foi apunhalado em sua casa. Sangrando, teve a força de sair para fora e pedir ajuda. Ali, caiu e morreu. Quando já estava no chão, o degolaram.
"O grito – disse a agência do PIME – coincide perfeitamente com a ideia da decapitação, o que faz pensar em um sacrifício ritual contra o mal".
Isso vincula o assassinato a grupos ultranacionalistas e fundamentalistas islâmicos que, pelo que parece, querem eliminar os cristãos da Turquia. Além disso, segundo um jornal turco, o Milliyet do dia 04 de junho, o assassino havia dito à polícia que cometeu o crime "por revelação divina"
Segundo a agência do PIME, "a suposta loucura do jovem de 26 anos que, há mais de quatro, vivia junto com o bispo é agora insustentável".
Ercan Eris, o advogado da Conferência dos Bispos da Turquia, disse que o assassino não pode ter passado da normalidade mental à loucura em um dia, e que não há nenhum relatório médico que tenha diagnosticado uma doença mental a ele.
       É claro, por isso, que o jovem está totalmente lúcido. "Não há nenhum atestado médico sobre sua incapacidade mental. Recentemente, ele disse que estava deprimido, mas agora se acredita que tudo isso era uma estratégia para se defender mais tarde".
Neste domingo, o ministro da Justiça chegou a Iskenderun, condenou explicitamente o assassinato e garantiu que será feito todo o possível para jogar luz sobre o ocorrido.
      O estabelecimento da verdade é necessário para o Estado turco, como demonstração de sua modernidade e de sua capacidade para garantir os direitos. Mas também é necessário para a Igreja.
Segundo declarações da polícia, parece que Murat está oferecendo uma nova justificação de seu crime. Ele assegura agora que Dom Padovese era homossexual, e ele, Murat, de 26 anos, a vítima "obrigada a se submeter a seus abusos". A estratégia defensiva do homicida tenta sustentar a hipótese de "legítima defensa".
    Segundo os especialistas turcos citados pela agência do PIME, o assassinato de Dom Padovese mostra uma evolução das organizações fundamentalistas. Com efeito, é a primeira vez que seu objetivo é tão alto. Até agora, haviam assassinado simples sacerdotes. Mas, desta vez, o alvo foi o chefe da Igreja na Turquia.
      Ao mesmo tempo, suas justificativas se tornam cada vez mais sofisticadas. Já não se limitam à "loucura", o argumento utilizado no assassinado do padre Andrea Santoro, mas buscam também explicações dirigidas a semear a confusão na opinião pública nacional e internacional.

FONTE: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=33197, acesso: 10-06-2010.

 

O bispo assassinado e as duas linhas do Vaticano

        Não existem duas linhas no Vaticano sobre a avaliação do homicídio do bispo Padovese. Às vésperas da partida do Papa para o Chipre, houve uma gestão "voltada a acalmar" – defendem grandes conhecedores das "interna corporis" da Santa Sé – um impacto do assassinato que poderia ter efeitos devastadores tanto para a visita de Bento XVI, quando, ainda mais, para a organização que, com um trabalho longo, meticuloso e preciso, foi inciada pelo Pontífice para o próximo Sínodo sobre o Oriente Médio. "Evitando desse modo manipulações interessadas", acrescentam as mesmas fontes.

     A reportagem é de Maria Antonietta Calabrò, publicada no jornal Corriere della Sera, 08-06-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

       Além dos muros do Vaticano e nos ambientes diplomáticos internacionais, pergunta-se se o objetivo do homicídio de Padovese (que alguns especialistas não hesitam em definir como uma execução "à la iraquiana"), se for demonstrada como fundada a sua matriz "ritual" lançada nesta segunda-feira pela agência Asianews, foi justamente o de condicionar com um ato violento, extremo e perfeitamente calibrado nos tempos a linha de Bento XVI.

      "Acalmar o impacto" impediu que, eventualmente, esse objetivo fosse alcançado. Agora, a verdade dos fatos que será apurada sobre as causas da morte do bispo não poderá, em todo o caso, impedir aquilo que o Papa considera absolutamente necessário para evitar o "banho de sangue" na Terra Santa e o desaparecimento dos seguidores de Jesus Cristo dos lugares históricos da sua presença: o "triálogo" entre cristãos, judeus e muçulmanos, como caminho obrigatório para uma paz justa e duradoura.

     Também desse ponto de vista (isto é, ter evitado que o assassinato de Padovese condicionasse a visita), a viagem do Papa ao Chipre foi um sucesso, assim como havia sido a viagem a Malta no meio da maré alta do escândalo da pedofilia. "Não existem duas linhas", confirma também o padre Bernardo Cervellera, diretor da Asianews, a agência de informações sobre a Igreja no mundo que desde sempre é considerada como informada e confiável.

     Não é por acaso que o padre Samir Khalil Samir, jesuíta egípcio, professor de história da cultura árabe e de islamologia na Universidade Saint-Joseph de Beirute, considerado o maior especialista católico em Islã e influente "conselheiro" do próprio Bento XVI, que também estava presente no Chipre, escreva frequentemente na Asianews.

     Samir, além disso, faz parte do Comitê Científico da Oasis, a revista que faz referência ao Patriarca de Veneza, Angelo Scola, editada também em árabe. A linha do "triálogo" não pode ser considerada "uma correção" do discurso de Regensburg que o bispo Padovese também havia compartilhado totalmente. No último dia 05 de fevereiro, quarto aniversário do assassinato do padre Santoro, ele havia dito à Rádio do Vaticano: "Padre Andrea foi assassinado como símbolo enquanto sacerdote católico".

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=33225, acesso: 10-06-2010.

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