‘Não Aceitar’: a seriedade do mínimo ético.

 

 

‘Não Aceitar’: a seriedade do mínimo ético.

 

 

O corpo não é o túmulo da alma, mas o templo do espírito.

Uma casa para abrigar o Vento, um lar para o Espírito Santo…”

Jean-Yves Leloup

“O tempo é como o dinheiro; não o perdendo, temos o bastante.”

Duque de Lévis

 

[1.] A imposição da mentira institucional. Não se aceita a transparência no exercício do poder nem o exercício da cidadania pela vigilância ética. Então, decide-se pelo descaminho do suborno ético. O desmantelo é evidente…; o perigo da acédia social de tom compulsivo e modo (in)voluntário, quase nos sofoca em todo o tempo útil disponível; a farsa democrática reinstala-se; a tropa de choque jurídico ressurge em espasmos cíclicos; o nepotismo reciclado é descarado em vários graus. É assim que “nós” assistimos, será que assistimos mesmo…à quebra da seriedade do mínimo ético? Afinal, quem somos nós!? O resto é ladeira abaixo. Ou para cima, na conta bancária bem recheada, uma vez que as próximas eleições serão caríssimas… é revoltante!?

 

 

 

[2.] A vida é o valor agregado. A política tem em vista o bem comum e não o próprio bem. Assistimos a uma desagregação de valores em modo contínuo. A vida são as miudezas cotidianas. Aqui priva-se em público o descaramento do roubo. Covil de ladrões institucionalizado em repartição de favores e comissões. Máfia amadora em curso semi-profissionalizante. Não ao estado probatório. Há suspeitas e evidências, consumações e provas, delitos e crimes, os mais variados possíveis. Não há o mínimo de vergonha!? Há o máximo de safadeza corruptora! É óbvio que existem corruptos por que existem corruptores. E quando se junta a fome com a vontade de comer? Há falta de intervenção: por quem já deveria intervir por inerência. Aumenta-se o sentimento de impunidade. Cria-se uma realidade desencantada… pura tristeza de Judas. Resultado: magna-carneirada-à-solta!?

  

 

[3.] Em tão pequenas coisas reside a felicidade verdadeira… mas onde existe o desprezo pelo pobre, a indiferença para com a pessoa deficiente, o descuido da criança desprotegida, a convivência do desempregado alienado em meio ao consumo de brincadeira… a sociedade subverte, pouco a pouco, tragicamente as leis do seu desenvolvimento. Ninguém é responsável por todos os males do mundo!? “Não temos nas nossas mãos as soluções para todos os problemas do mundo… mas diante de todos os problemas do mundo temos as nossas mãos” (Friedrich Schiller). Não devemos descurar o exercício do nosso compromisso ético mínimo. Os santos ensinam a não dormir diante da omissão pública. É domínio publico.., aí está o meu/nosso corpo, aí está o meu/nosso espírito compartilhado!

 

 

 

[4.] A educação do intelecto, a educação do coração, da alma, do olhar… A Caridade e o Amor, a Bondade, a Compaixão e a Justiça. Nesta matéria as ‘figuras públicas’ dos nossos governantes, e lideranças associadas, são uma nulidade, visível e audível. Seremos cidadãos do Amor. Peregrinos da Justiça. Bons alunos da Caridade. Trabalhadores da Bondade. Companheiros na Compaixão. Não vamos entregar as cartas. O jogo no seu resultado final é revertível. Purificar o coração, adiamantar a alma. Em meio à ‘zoada’ do mundo, ter ouvidos para as canções do coração, para as melodias do corpo. Não ao corpo de delito. Sim ao corpo de obrigação. Sim à salvação mútua. Ninguém é feliz sozinho! Chapadinha basta de infelicidade desprogramada. Vamos fazer cidadania com programação contínua! Já demos os primeiros passos, é a hora da coerência fiel!

 

POR: Pedro José, Chapadinha, 29-05-2010.

3213 caracteres (com esp. incluídos) – 01h21.

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