– Não fazer asneira teológica?

 

 

-Não fazer asneira teológica?

 

 

[1.] Procurar definir os conceitos. O esforço do rigor do conceito pela irmã Filosofia. A perene racionalidade dos métodos históricos. As Fontes Bíblicas jamais negligenciadas para qualquer postura credenciada. O acervo incomensurável da Tradição multidisciplinar. São muitas as variantes em confronto. Por isso o teólogo sabe do perigo da asneira. Ainda mais o aprendiz, sem as necessárias atualizações. Mesmo com tudo isto, e sobretudo, não deixando de rezar o credo com o coração, e com o pensamento no cumprimento do segundo Mandamento. Com os joelhos da humildade. É preciso inovar. Usar a imaginação teológica, deixá-la funcionar. Fazendo da Ciência uma verdadeira consciência crítica. É neste precioso vórtice de Luz que comungamos a fidelidade ao Espírito Santo.

 

 

[2.] O Espírito Santo faz plantão 24 horas na Igreja, em relação ao seu magistério oficial, nos seus mestres e guias. Preferencialmente, profetas e santos, serão seus usuários prediletos. É então que nos deparamos com as “disputas” teológicas. Com as “rachaduras” teológicas. ‘Erros’ e ‘heresias’ que envolvem gravemente a peneira purificadora dos Dogmas. As verdades geradoras. As verdades DNA. As verdades alicerce. As verdades arco-íris. Eis a questão: como dar um passo em frente? Não ser um ‘papagaio teológico’, sem desfavorecimento das Partes ou da visão do Todo. Vários conselhos e critérios de aferimento se impõem com naturalidade.

 

 

[3.] Três amigos da asneira teológica: 1) Presunção. Significa conjectura, suspeita, suposição, vaidade, afetação, o incontornável “se”. Da presunção ao complexo de superioridade/inferioridade deparamos com o abismo da intolerância. 2) Auto-suficiência. Nós dependemos e interdependemos uns dos outros. E, sobretudo, dependemos de Deus. Deus não é aspirina, mas é Fonte. A auto-suficiência se manifesta através do orgulho, que pode descambar no ridículo do “estereótipo teológico”. É um alheamento reprovável que não corresponde à Realidade Divina. 3) Ateísmo prático. O mau ateísmo militante. O mau ateísmo teológico que se manifesta na descrença perante a Espiritualidade. O carnal é espiritual. O espiritual é carnal. “-Se não pode ser racionalizado, logo compreendido, então, não existe”. É um produto residual da história (in)humana, ou foi, apenas, criado pela nossa imaginação impotente. Pode consistir numa (in)consciente alienação parcial ou completa. Códigos, convenções, e dissensões promovem um Deus ‘enlatado’, ‘engessado’, conservado em ingredientes meramente humanos, afeito aos nossos gostos consumistas ou idiossincrasias culturais.

 

 

[4.] É indubitável que reina bastante preguiça mental em muitos de nós, ditos crentes. Podemos caminhar, também, na falta de honestidade intelectual, que é bem mais grave para os desavisados, ditos predominantemente não crentes.  Ou vice-versa para o que ficou afirmado quanto ao binômio crente, não crente. Melhor seria: pensante, não pensante. Estudar teologia, sistematicamente, envolve a perscrutação em estado maduro de Discernimento, de tudo o que para trás fico dito, bem como o que ficou por dizer. Verdadeira ponta do iceberg. Não é labor para acomodados. É ócio de sacrifício perante a Verdade. A exigência desta tarefa deixa de fora as mentes superficiais em si mesmas. É uma realização solitária, acre-doce, uma “pesada pedra” para muitos. Haverá teólogos(as) felizes? Só é possível amar a Beleza da Verdade. O Silêncio é de ouro. A Oração não é auto-justificação. O Perdão não substitui a Justiça. Que recursos teológicos escolher? Que olhar teológico com foco e determinação? Vamos redefinir as parábolas. Fazer uma narratividade dialógica. Professo um  pentecostes católico.

 

 

POR: Pedro José, Chapadinha, 24-05-2010.

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