Super Sincero… será suficiente!?

 

Super Sincero… será suficente!?
 

 

Lembrar “os Dez”: Bernadete (1), Enfermeiro Eduardo (2), Francisco Carvalho (Chico PT) (3), Joselito (4), Gabriel (5), Manoel do Baturité (6), Olavo (7), Paiva (8), Pastor Oziel Silva (9), Zé Luzia (10). Reunião do Conselho Municipal de Saúde, Conselheiros que votaram contra a Aprovação das Contas no exercício de 2009, pela Secretaria Municipal de Saúde: 29-04-2010.

Não Esquecer: ver. Emerson – Sim (1), ver. Francisca Aguiar – Sim (2) ver. Hilda – Sim (3), ver. Graça Nunes – Sim (4), ver. Marcelo – Não (5), ver. Márcia – Sim (6), ver. Peroba – Sim (7), ver. Samuel – Sim (8). Faltaram à sessão extraordinária: ver. França (9) e ver. Jorge (10). Reunião Extraordinária da Câmara Municipal, para aprovação do Projeto de Lei alterando a composição do Conselho Municipal de Saúde: 12-05-2010.

Obs. Pedimos desculpa pela eventual incorreção involuntária, – na enumeração ou grafia -, tendo em vista a falta de confirmação, no imediato do tempo, pela confrontação com o registro escrito realizado nos respectivos Livros de Atas.

 

 

1. O gênio musical, António Carlos Jobim, uma vez expressou a realidade brasileira, de uma forma elegantemente humorística, numa frase famosa. "Viver lá fora é bom, mas é uma merda", ele declarou uma vez. E a seguir (em pré-época de copa… é inevitável), fez um gol fabuloso, e nada ordinário (aqui o sentido não é etimológico): "Viver no Brasil é uma merda, mas é bom"(1).

Eu sou contra o uso do palavrão gratuito. Já bastou o ibope do nosso presidente Lula quando discursou diante das

“palafitas” em S. Luís. A habitação social é o prato cheio para a corrupção eleitoral. Aqui entre nós isso não é perigoso. Mas essa, do Jobim, foi/é uma declaração que não faz absolutamente nenhum sentido, até que se tenha vivido no Brasil, por algum tempo (estou para completar 9 anos… não sou o Peter Pan no discurso de despedida), quando depois… ela começa a parecer perfeitamente lógica. Pensamento contraditório.

É hoje a realidade de Chapadinha. Como também é a realidade de Portugal. Da Venezuela. De Cuba (podem atirar pedras e flores). De S. Paulo, Nova York, cidade do México, Mamarosa, ilha do vulcão localizado sob a geleira Eyjafjallajoekull, e da Favela da Rocinha.

 

2. O que no dia 12 de Maio se passou na Câmara Municipal, numa sessão urgentíssima (urgente é a conversão total dos(as) nossos(as) vereadores(as)…) é uma vergonha institucional (por sinal caseira ou de caserna: pode consultar o dicionário não faz mal). É puro jogo político? Que sujidade desnecessária é caso para reafirmar. Que faz parte do jogo em fair-play, se no biombo (in) visível se movimentou a “Tropa-de-choque-Jurídica”. Eles fazem as regras e mudam o resultado se não agrada. A reprovação tangencial por 10 – 8, não foi prevista no orçamento das despesas extras? Falta dinheiro para mudar o voto? Não. Tudo são ficções. Que tal dar 10.000,00 reais aos ‘padrecos missionários’ (podemos incluir também os Pastores das nobres Igrejas Evangélicas que vivem o Evangelho sem sofisma ou discurso fanático, tipo ‘apocalíptico-integrado’ (ver Umberto Eco), mas com cidadania que não se deixa comprar… ou vai comprar) para ver se eles nos deixam em paz de uma vez por todas. A cifra de 10.000,00 reais é um preço de suposição. Todo mundo sabe que Moisés recebeu muito mais pelos 10 mandamentos. A lista incluía mais dois mandamentos: 11º) “Nunca vendas a própria mãe (mãe não tem preço)” 12º) “Tem vergonha na cara: faz a tua declaração de impostos de modo imparcial”. Muito cuidado, essa turma que não é amadora… esse coelho tirado, agora, da cartola, não é novo…, Pode até sofrer de “H1N1”, isto é, do ser ‘histriônico’ e, apenas, ‘nulidade’, como vazio jurídico. Revogar toda a Lei anterior(!?). Não é possível. Refazer o papel das Instituições da Sociedade Civil organizada (e também desorganizada), e reclamar de Conselheiros, com mais de 20 anos!? O ‘Regimento Interno’ não foi aprovado em Janeiro de 2010? Perderam o foco, além da sanidade mental. Lá vem a ladainha, ‘antes era muito pior…’, antes era ‘o caos’. Não basta comparações com o passado; o ideal é o futuro da participação cidadã. Então estamos de acordo e o meu aplauso não será hipócrita! Mas se, sublinho o “se”, hoje, compramos “este fulano”; no próximo mês será a vez de “outro sicrano…”; e lá pelo Natal, a família já está toda na nossa mão. Vamos ver se o Promotor Público tem a palavra de Lei; é certo que, em pronto e esclarecedor atendimento, mostrou determinação ética em não “fazer a média”. Decretar a intervenção é o último recurso? Vamos evitar o abismo social na Saúde? E da Saúde à Administração geral? Chapadinha não é a companhia “Cirque du Soleil”. Um amigo que não se deixa vender a soldo-das-migalhas-dos-milhões falou-me no ouvido: o “cavalo de tróia” está já dentro do Estado do Maranhão, e também aqui na chapada das mulatas…, um dia vai chegar a vez de ‘eu’ ‘roubar’!!! Desculpem plagiar esse furo jornalístico da verdadinha! Coitadinha da verdade está prostituída! Eu acredito cada vez mais na “Ficha Limpa”! A cada um a sua utopia. Vamos fazer uma votação só de brincadeira como os blogs sérios fazem…

 

3. Não estou apenas de mau humor. Não tenho calos nos pés nem na língua. Tenho o direito à Indignação. Tenho direito à Esperança. Tenho o dever de não ser indiferente. Luto para que todos o tenham também. Não se trata de impor goela abaixo. Mas pergunto como está a nossa Educação na defesa dos professores de qualidade? A Cultura está mais organizada e com estratégia coerente na direção do consumo de massas, mas cultura é só música, dança e futebol (masculino e feminino)? Como está a complexidade da Saúde no atendimento, por exemplo do alto risco que envolve, dos plantões de urgência e nas cirurgias com o serviço de anestesia (um só médico!?)? Será só erro médico constante? Ou não imputamos a devida irresponsabilidade (in)direta. Onde estão as Grandes Obras que calam a oposição, se as ruas estão cheias de buracos? Tapa e destapa…, tapa e retapa…, tapa e entapa!?!? Os 4 Km de asfalto (com que processo licitatório transparente?) isso já era para o ano de 2005. Inaugurar as “avenidas” da Vila de Fátima (versus) N. S. Isamara, e deixar o entulho lá disperso aleatoriamente… uma placa de identificação do bairro, sem identificação, já toda “pinchada”!? A Prefeitura está a trabalhar? É verdade que trabalha. Mas pouco. Quase nada. É insuficiente. Queremos mais e melhor. Não é esmola. Não é aditamento. Não é bala do Dias das Mães. Mas com que intensidade se trabalha para não pensar na próxima eleição? Onde está a presença dos grandes projetos a não ser disfarçada de paredes com pintura cosmética ou em camisetas para adolescentes usarem com melancolia light.

 

4. Tentei ser “super sincero” – conhecemos o programa da Globo…- não é pela falta de tempo é pela Dor…, da mãe que não tem arroz para cozinhar; pela adolescente frágil que o padrasto violentou; é pela falta de coragem e atividade vazia no social dos nossos cristãos-faz-de-conta… é por uma Fé que não ilumina a minha Vida Pastoral… é pelo cansaço que me faz ficar acordado a olhar as estrelas em Chapadinha e pensar nunca fui tão feliz nesta Vida! Há muitas pessoas responsáveis no lado governista…, com mais inteligência e experiência do que eu; há muitas pessoas na oposição que não estão à espera de uma oportunidade de ‘vingança’ mas que amam com corresponsabilidade esta Terra… há muitos que querem uma Chapadinha no rumo do Desenvolvimento…mas estamos parados, estamos a perder tempo…, num país que dentro em breve vai consolidar a sua posição de 5ª potência econômica (e numa Cultura de mais valia insuperável…). Chapadinha não te deixes dormir. Não acredites no sonho de Cassandra (também era uma mulher sem discriminação negativa, e se negou a dormir com Apolo?… Temos o Cavalo de Tróia de Ulisses… e também Ájax… e muitos mais….). Para onde vai a realidade social, dura realidade humana, sonho comprometido na política do bem incomum? Onde ficam as Políticas Públicas?

 

(1).Cfr. ROHTER, Larry, Deu no New York Times: O Brasil segundo a ótica de um repórter do jornal mais influente do mundo, Ed. Objetiva, Rio de Janeiro, 2008, p.93.

 

POR: Pedro José, Chapadinha, 13-05-2010. 8110 caracteres (com espaços incluídos).

  
 
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