Rascunhos ou novos “drafts”? A questão do novo Acordo Ortográfico (opinião impessoal).

 

 

Rascunhos ou novos "drafts"?

 

 

Comentários à pergunta:

Quando é que vai passar a escrever segundo

o novo Acordo Ortográfico?

 

Dedico ao Prof. Ivandro Coelho: ao português culto sem preconceito!

 

0.a) Quem escrevia mal, vai continuar a escrever (e a falar ainda pior…) mal.

b) Quem ainda não aprendeu a falar e a escrever, vai ter uma tarefa cada vez mais difícil (viva a globalização).

c) Quem fala e escreve bem o português-em-‘portugal’, está bem assim mesmo. Quem fala e escreve bem o português-no-‘brasil’, também, está tudo legal! Estes são os jogadores principais. O ‘resto’, são suplentes titulares, tanto faz ou tanto fez… são efeitos colaterais!?

d) Existe sim senhor: uma “Norma Culta”! Como há muita gente cultíssima, sem saber falar direito ou escrever uma linha! É necessário, útil e belo: falar bem e escrever bem (porque ajuda a pensar bem: eis a razão fundamental!). “Conhecer bem a Gramática e depois esquecê-la! (q.b.)”

e) O ‘chato’ da questão é a publicação global…, o monopólio das mega-editoras…, e a perda de tempo em matéria de tradução de originais (contemporâneos ou outros), o mais rapidamente possível, em todos os países e suas respectivas culturas. O dinheiro não manda, não deve mandar na língua! Uma observação final, todas as tele-novelas devem ser filmadas em “português-do-‘brasil”, com respectivas ‘bandas sonoras’ em brasileiro (no mínimo, 70% brasileiras, e 30% inglesas ou outras, e não a tendência em contrário crescente…)”.

OPINIÃO DE: pedro josé, é português [em harmonia com a Lei, nos termos, do Art. 17 do Tratado de Amizade, Cooperação e Consulta entre a República Federativa do Brasil e a República Portuguesa, promulgado pelo Decreto nº3.927, de 19 de setembro de 2001)], mora e trabalha em Chapadinha – MA, a completar 9 anos, tentando aprender a falar (escrever, até é fácil…, ainda mais em tempos de computadores e seus programas. A inteligência está no utilizador do computador. É óbvio!) “português-no-Brasil”, sem nenhum êxito visível…

 

 

Outras opiniões (in)significativas:

 

1. “Como burro velho,não aprende línguas,eu que já tenho 86 anos, tentei sempre escrever correctamente,como de facto eu aprendi na Escola e como o velho Diccionário ensina.Acho de facto incorrecto mudar um facto em fato; espectador em espetador; cacto em cato;concepto em conceto;concepção em conceção; rapsódia em rasódia;rapto em rato;optar em otar;opção em oção; captar em catar;ficção em fição, etc”.

 

2. “Não considerem esta prosa como uma atitude pura e simplesmente conformista. Também eu não concordo, na totalidade, com os termos em que o referido acordo foi… Programado!

No entanto, dificilmente a situação será irreversível, e talvez seja bem melhor consciencializarmo-nos de que, com ou sem acordo, esta língua é bem mais aceite universalmente do que qualquer outra,– inglês, espanhol e francês incluídos! E é na sua diversidade de pronúncias e entendimentos que reside a sua maior riqueza: do Minho ao Algarve, nas Ilhas da Madeira e dos Açores, no Brasil, na Guiné, em Cabo Verde, Angola, Moçambique, Timor, São Tomé e Príncípe, Macau, Índia… Enfim, em todos os cantos do mundo, mais do que uma língua o português é um laço de união que, cada vez mais do que nunca, deve ser encarado como um imenso abraço entre povos, um hino de entendimento e concórdia a uma só voz!…

Façam o pequeno exercício de se tentarem deliciar com a mistura de pronúncias do Norte com o Alentejo; da Estremadura com o Algarve; das Ilhas com o Ribatejo!

Agora, peguem nessa miscelândia e misturem-lhe o *gingar* Angolano, o sambar do Brasil, os criolos exóticos de São Tomé e Princípe, Cabo Verde e Guiné; acrescentem, ainda, os imensos mistérios vindos da Índia e Macau; depois, uma pitada da força que fez renascer a esperança do povo Timorense. Sem necessitar de passar por mais pontos do mundo onde fizemos sentir a nossa presença, com ou sem acordo somos, ou não, possuidores de uma fortuna?”.

 

3. “A velocidade com que se deita fora séculos de história por causa da árvore das patacas brasileira… impressionante! Vou adorar escrever arquiteta – como a nossa vogal e não é abertas, tem de ser lida ê 🙂 E estou a adorar ler, no Record, o número de "espetadores" que, todos os fins-de-semana, se espetam nos estádios. É de morrer a rir à gargalhada com este Acordo… Mas, esperem! Afinal, nem sequer é preciso adoptá-lo. (eu digo o P nesta palavra… deve ser um regionalismo, não?)”.

 

4. “Como tudo na vida, este novo ( de 1990 ! ) acordo ortográfico tem vantagens e incovenientes que são óbvios para toda a gente. Pessoalmente entre uma conce(p)ção mais etimológica da língua (mais purista e mais erudita) e outra, a fonética, (mais popular e mais próxima do Brasil ) prefiro esta última mas ambas tem merecimento e há argumentos válidos dos dois lados. Mas isso agora não é importante .

O que agora conta é sermos capazes de nos organizar e planear a introdução das novas regras de uma maneira clara e lógica. O caso das escolas é particularmente sensível e que eu saiba paira o silêncio para os lados do Ministério da Educação.

Também, os diversos organismos e institutos públicos precisam de uma orientação.Já foi feito algo neste sentido ? E mesmo no lado dos privados, não é inquietante que o jornal Expresso decida aderir ao acordo e o jornal Público decida o contrário”.

 

5. “A Língua de Portugal é a Língua Mãe de todas as outras línguas lusófonas. Penso que elas é que deviam adaptar-se à sua origem, e não a Língua Mãe ser adaptada às muitas introduções linguísticas dos países lusófonos, devido à miscelânea de povos, cada um com o seu dialeto, o que aliás torna riquíssima a Língua dos países, assim como a nossa, a original, tem influência dos vários povos que habitaram a Península Ibérica”.

 

6. “Não quero fazer isso, acho que a nossa língua mostra a nossa cultura, e cada país deve ter a sua língua e cultura. Não defendo este acordo e acho um grande absurdo e quem o apoia, também acho que é…

Gosto de me dar com todas as culturas, e não sou crítica ao ponto de dizer que é deste modo que se escreve, com pessoas do Brasil, (só se tiver na paródia com elas), ou do continente africano, mas acho que cada país deve ter a sua cultura e língua, discordo com esta política, e com esta mudança.

Eu que gosto às vezes imitar os povos na sua língua, depois perde a piada, porque este acordo foi adiante. Mas é sempre bom ver os dois países a gozarem um com o outro, ou os diversos do palop, devido à língua.

Os brasileiros no facebook, tem um grupo que mostra que discordam, tal como nós”.

 

ORGANIZOU: Pedro José, Chapadinha, 10-05-2010.

6330 caracteres (com espaços incluídos).

FONTE: http://aeiou.visao.pt/quando-e-que-vai-passar-a-escrever-segundo-o-novo-acordo-ortografico=f544863 acesso: 10-05-2010.

 

 

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