o preconceito pra lá de bom… “O Vendedor de Sonhos”: Augusto CURY.

 
 

 

o preconceito pra lá de bom…

 

 

Vários sentimentos não isentos de perplexidade. Numa abordagem mais racional encontramos uma postura de entendimentos descartáveis. Portanto perplexo e atordoado. Esta união sem me fazer muito angustiado, torna-me visivelmente amassado. Que é que “isto tudo” me faz pensar?

Diante de outras leituras que continuam a um ritmo quase sincronizado, estou a ser surpreendido – nunca me passaria pela cabeça comprar o dito livro, ele foi presente dedicado… -, pela “fábula urbana definitiva”: O Vendedor de Sonhos de Augusto Cury,[1] psiquiatra, psicoterapeuta e por isso, também, psicoescritor (?), “conhecido e reconhecido em muitos paises”. Estou na página 119 de 295. Sinceramente não sei se chego ao fim, vou-me esforçar. Não deveria estar a escrever mas a ler. Piada amarela. Não sei se este esforço, deste-tipo-de-escrita, ainda não é naturalmente literatura, vai fazer de mim um leitor ainda mais aplicado. É um verdadeiro teste. Adianto de modo inconclusivo algumas notas dispersas.

“As igrejas se tornaram uma fonte excelente de conformismo” (91). “Dormia em edículas de amigos, no fundo de bares e até em albergues municipais, mas debaixo de um viaduto era a primeira vez” (73). “Qualquer estranho era um ser humano, e qualquer ser humano era seu semelhante, e qualquer semelhante não era um desconhecido. Saudava-os pelo prazer de saudar. Jamais vi uma pessoa tão animada, bem-humorada e sociável. Não apenas vendia sonhos, vivi-os” (70). “Tinha um torpedo ao meu lado…(44) (…) Ele continuou a torpedeá-lo (45)”. “No mais inspirador dos dias, sexta-feira, cinco da tarde…” (13). Confesso que tento ser um leitor com alguma resistência…mas há limites que é preciso respeitar.

Será que vou ler até ao fim…quem saberá movido pela pratica saudável da penitência imposta. Ainda à procura do que está escrito no prefácio: “Este romance passeia pelos vales do drama e da sátira, pela tragédia dos que perderam e pela ingenuidade dos que fizeram da existência o picadeiro de um circo” (10). Picadeiro de um circo!? Não é justo. Era muito bom que assim não o fosse… chorar de rir…é muito difícil resistir á tentação de escrever profissionalmente. Minha culpa, minha tão grande culpa! Eu que não o escreva, pelo menos sem o ler cem vezes antes?! Não se trata apenas de crítica mas de bom senso e bom gosto! Escrita prozac. Talento é coisa boa…mas para escrever é necessário arte. Cuidado o psicoescritor nos deixa de sobreaviso: “Tenho mais de 3 mil páginas ainda inéditas, não publicadas” (9). 7 milhões de livros vendidos somente no Brasil. Sem dúvida merecemos o seu melhor!

 

POR: Pedro José, Chapadinha, 22-04-2010.

Caracteres (espaço incluídos): 2589


[1] CURY, Augusto, O vendedor de Sonhos: o chamado, Editora Academia e Inteligência, São Paulo, 22009, pp.295.

Obs. Todas as citações indicadas no texto são da obra em causa.

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Uma resposta a o preconceito pra lá de bom… “O Vendedor de Sonhos”: Augusto CURY.

  1. giseli diz:

    muito legal sua ideia

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