Amor e Fidelidade: comentário Jo 21,1-19 – III Dom. de Páscoa – Ano C (18-04-2010)

 

 

Amor e Fidelidade:

 nossa ressurreição diária.

 

 

[Comentário: III Domingo de Páscoa – Ano – C: 18-04-2010]

 Dedico: Aos que aprendem e se educam no Amor!

Ler: Jo 21,1-19

 

(Disposição PRIMEIRA e QUASE UNA…)

 

O Deus, Ego Amo Te

 

“Ó Deus, eu te amo, eu te amo –

Não pela esperança de ganhar o céu,

Nem por temor de não te amar e ir

    Para o fogo eterno.

Tu, meu Jesus, para mim

    Estendeste teus braços na agonia,

Por amor a mim sofrestes pregos e lança,

Semblante escarnecido e desfigurado,

    Incontáveis tristezas,

    Suor, ansiedade e opressão,

Sim, e a morte, e isso por mim,

    E vias quando eu pecava:

Então, por que eu não te amaria,

Jesus, que tanto me amas?

Não por amor ao céu,

Nem para escapar do inferno por te amar;

Nem por vantagens que eu perceba;

Mas, exatamente como fizestes comigo,

Eu te amo e te amarei:

Então, para que preciso te amar, Senhor? –

Para seres meu rei e meu Deus. Amém”.

 

 

FONTE: Citado por WILLIAM A. Barry, S.J., A Direção Espiritual e o Encontro com Deus, Edições Loyola, São Paulo, Brasil, 2005, pp. 15 e 129. Obs. “(…) ajudar as pessoas a alcançar o ponto em que possam rezar com sinceridade a oração favorita de São Francisco Xavier, “O Deus, Ego Amo Te”, que apareceu no início deste livro [e no fim também… – acrescento], na tradução poética de Gerad Manley Hopkins, SJ (p.22).

 

 

 (Disposição penúltima e múltipla…)

 

 

Amar

 

Que pode uma criatura senão,

entre criaturas, amar?

amar e esquecer,

amar e malamar,

amar,desamar, amar?

Sempre, e até de olhos vidrados, amar?

 

Que pode, pergunto, o ser amoroso,

sozinho, em rotação universal, senão

rodar também, e amar?

amar o que o mar traz à praia,

o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,

é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

 

Amar solenemente as palmas do deserto,

o que é entrega ou adoração expectante,

e amar o inóspito, o áspero,

um vaso sem flor, um chão de ferro,

e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

 

Este o nosso destino: amor sem conta,

distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,

doação ilimitada a uma completa ingratidão,

e na concha vazia do amor a procura medrosa,

paciente, de mais e mais amor.

 

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa

amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

 

 

 

FONTE: Carlos Drummond de Andrade,

ANTOLOGIA POÉTICA (1960) in http://www.carlosdrummonddeandrade.com.br/poemas.php?poema=11 , acesso: 18-04-2010.

 

 

 

 

“O fato é que, se não houver denúncia, se não houver disciplina e se não houver arrependimento e mudança, a pedofilia, daqui a poucos anos, poderá tornar-se uma prática tão normal quanto a prostituição, o amor livre, o adultério, o lesbianismo e o homossexualismo!” (Elgin César – Diretor da Revista Ultimato). Pedro José. [Ano Sacerdotal – Entre Aspas, nº16].

 

 POR: Pedro José, Chapadinha, 18-04-2010. Caracteres (espaço incluídos): 2567

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