O mistério da transfiguração e a prática da oração (Lucas 9,28b-36) – por Raniero CANTALAMESSA

 

 

 

O mistério da transfiguração

e a prática da oração,

segundo Raniero Cantalamessa(*).

 

 

[Comentário: II Dom Quaresma – Ano – C: 28-02-2010]

 

 Dedico: Aos transfigurados Nele!

 

 Ler: Lucas 9,28b-36

 

 

(Disposição nº1)

 

”Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência” (v.29) – “Não se trata de um simples acréscimo com valor secundário feito por Lucas; é a chave para a compreensão de todo o acontecimento. E é ainda o que subitamente transporta a Transfiguração para muito perto de nós, como um mistério que não é só para ser contemplado, mas também imitado. Se a contemplação de Cristo tem por finalidade, como disse Paulo, transformar-nos naquele que contemplamos, se também nós somos chamados a transfigurar-nos, então a oração é o caminho privilegiado para consegui-lo” (p.24).

 

 

(Disposição nº2)

 

“Pedro e os companheiros estavam com muito sono. Ao despertarem, viram a glória de Jesus…” (v.32) – “(…) trata-se de um detalhe que prenuncia o que irá acontecer no Getsêmani. É de todo conveniente que nos detenhamos um instante nessa imagem dos três discípulos que num momento tão grandioso encontram-se distraídos e sonolentos, para abrir os olhos e nos aperceber de quantas vezes os discípulos sonolentos e ausentes temos sido nós. Estávamos junto ao altar. Jesus estava não só se transfigurando, mas transubstanciando-se no pão e no vinho, diante de nós. Não apenas Moisés e Elias, mas fileiras de anjos estavam ali sem ousar “fixar o olhar” nele, e nós estávamos distraídos, com a mente em outro lugar. Ou ainda, alguém nos anunciava a palavra de Deus, mas nossos olhos estavam oprimidos pelo sono e com dificuldade contínhamos o bocejo” (p.27).

 

 

(Disposição nº3)

 

“Rezar é “falar com Jesus de tudo quanto, da manhã à noite, ocupa nossos pensamentos”. É recolher a própria alma em unidade e, em Cristo, mergulhá-la no infinito que é Deus.

(…) Só de uma renovada experiência de oração poderá surgir um renovado anúncio. Fala-se muito, hoje, da urgência de encontrar uma linguagem adequada para transmitir a fé. Segundo alguns, este seria exatamente o problema número um do anúncio. Todavia, mais reflito sobre essa afirmação, mais crescem minhas perplexidades. É verdadeiramente a linguagem nosso problema número um? Existe uma máxima de ouro, a propósito da oratória, que remonta a Catão: Rem tene, verba sequenter, preocupa-te em ter clara em ti a coisa que queres dizer, as palavras se seguirão a ela. Uma máxima cuja verdade eu mesmo experimentei infinitas vezes. Quando se trata de anúncio cristão, a “coisa” a ter clara não é um simples argumento, uma idéia, é a pessoa vivente de Cristo” (p.118).

 

Referência fundamental:

(*)CANTALAMESSA, Raniero, O mistério da transfiguração: que imagem de Cristo se projeta para o homem do Terceiro Milênio?, Edições Loyola, São Paulo, 2001, pp.24;27 e 118.

 

 

 

“Sou incapaz de Transfigurar-me Nele… não há luz suficiente, porque longe estou da Fonte; não há organização suficiente, porque longe está a Harmonia; há só a coragem suficiente, porque perto tenho a Liberdade insuficiente. Não sinto transfigurações evangélicas apenas expresso figurações sistêmicas”. – Pedro José. [Ano Sacerdotal – Entre Aspas, nº10].

 

 

POR: Pedro José, Chapadinha, 27-02-2010.

Caracteres (espaço incluídos): 2951.

 

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