“Ferrar” e “Aceitar Ser Ferrado” é Crime!

 

 

 

"FERRAR" E "ACEITAR SER FERRADO" É CRIME!(*)

 

 

“Há dias uma pessoa me dizia: "estou desejoso que chegue a campanha eleitoral! Quero ferrar os candidatos." E alguém que estava ao lado, perguntou: "mas você tem coragem de fazer isso? Não vê que esses favores são fruto de desvios do dinheiro público?"

– Não me interesso com isso! Na última campanha consegui ferrar quatro mil reais. Um pouco a cada um! A gente engana-os e eles caem! Depois voto em quem quero!

Eis um exemplo do que é a corrupção, a desonestidade, a gatunagem saliente, o exercício irresponsável da cidadania. Tão ladrão é o que rouba como aquele que se aproveita. Quem vende seu voto perde a liberdade, incentiva e colabora com a corrupção que muitos candidatos fazem para se promover. Tem candidato que, quando está no poder, nada mais faz do que desviar verbas públicas para, na próxima eleição, se candidatar a um escalão superior. Ele sabe que só terá votos se distribuir favores. Então ele prepara-se, juntando milhões. E quem os recebe é responsável por ser causa e incentivo à roubalheira. É crime, punido por lei, vender o voto. É crime, punido por lei, comprar votos. Tanto o que dá como o que recebe são aproveitadores nojentos, criminosos irresponsáveis, ladrões refinados e pessoas desonestas e corruptas. Por que se vê as autoridades não fazendo nada e toda a gente está calada? – Porque muitos vêem que a culpa não é só dos eleitos, mas também dos eleitores desonestos. Se há corruptos é porque há corruptores. Se há quem acumule dinheiro público em benefício próprio é porque sabe que tem gente desonesta que se vende com facilidade. Na criminosa fila das campanhas eleitorais há sempre quem roube e quem incentive querendo-se aproveitar. E uma maneira comum que muitos candidatos têm de acumular dinheiro é fazer firmas fantasmas, comprar tudo com o seu alvará e depois faturar com percentagens incríveis. Isso se pratica, sobretudo, com projetos de terraplanagem de terras e arranjo de caminhos, por isso, é que muitos políticos têm firmas com tratores ou com carrinhos de mão para colocar asfalto”.

 

 

 

(*) FONTE: in Vida Nova – Boletim Formativo e Informativo da Paróquia de N. S. das Dores – Chapadinha // DIRETOR – Manuel Neves // DIRETOR-Adjunto – Pedro José; N°04 – 07/02/2010, p.4.

 

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