Como fazer amigos sob medida: obras de misericórdia pelo avesso.

 

 

Como fazer amigos sob medida:

obras de misericórdia pelo avesso.

 

 

 

 

Vamos parágrafo a parágrafo, na medida do possível e do que é útil, e também, pelo lado avesso.

 

A número 6: “Perdoar as injúrias por amor de Deus”.Nervosos não, por isso, também não há lugar para o “bastante”. Apreensivos e dedicados sim. Todas as ovelhas: brancas, róseo ou negras, são queridas por Deus. Não devemos discriminar ninguém, ainda sob a suspeita de serem sobredotados. Trabalhamos pensando em evitar acidentes futuros. A parte da injúria está no ‘intelectual’, pois o ‘jactado’, dentro do risível e mordaz, está muito bem empregue. Agora chamar ‘Intelectual’ no Brasil, é ser ‘injuriado’, de forma desprestigiosa. É impetrante!? Mas como não estou numa luta de salários e medalhões (já estão antecipadamente atribuídos pela mídia…), por enquanto levo na boa…touché!

 

Talvez a número 4: “Consolar os tristes.” – Confesso, por defeito profissional, que fico em dúvida. Cretino será um insulto digno? Tem de haver dignidade ou indignidade no insulto? Como o praticou Jesus Cristo? Sou incapaz disso. Insultar sem dignidade. Revolta-me a tristeza dessa cretinice. O resto é reconhecido (não assumido pela parte alheia, ofendida ou não, o que é natural pois não podemos ler tudo) como “meu ‘estado de graça de tantas contradições’”, por isso, não posso fazer réplica, é já um ponto de virada superado. “Novos aliados da Boa Vista”. Será que antes nós tínhamos aliados “na Mirante”!? Essa é mesmo boa! E agora temos aliados na ‘Boavista (anteriormente, o apreço tomava a forma de “antigos algozes”…). Há grande confusão mental. Penso que não será distúrbio mas simples jogo premeditado. Quanto a “nós” anunciamos em qualquer micro a Verdade do Evangelho. Parece, – talvez fazendo uma pesquisa com rigor cientifico, e não sob encomenda pré-comprada-, que se mostra em evidência crescente, que a perda de audiência, deixa sim, muita gente bastante (aqui o emprego é exato) nervosa, particularmente, do lado ‘governista’, diante das futuras eleições. “Cada um deita na cama que escolheu”. Pessoalmente, não me vou candidatar, mas já tenho meu cartão de eleitor. Fiz e faço Campanha pela Ficha Limpa, e aqui sim há projeto de satanização declarada e não assumida! Eis a gravidade antiética! Mas não fique triste, não dê lugar ao ressentimento. Faz mal. O ano ainda não começou (ótimo o ‘Calendário Brasil 2010’, quero um para mim… será que há em papel de parede? Tipo 1mX1m!).

 

Certamente a número 5, também, serve: “Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo.” – E certamente aqui existe a fraqueza em alto grau. Pura fraqueza. No ano Paulino se aconselhava que é na fraqueza que se gera a força. Deve ser o caso. Manteremos o convívio; não se fala mais em “matrículas em cursos universitários” (não sei sinceramente o porquê desse sublinhado. O porquê deste item, numa lista de 7 exemplos, bem selecionados, eu gostaria de ver desenvolvido, o exemplo “sorteios de carros (há oito anos…)”. Mas a nossa vontade não é onipotente. Se houver necessidade de revidar, eu não quebro meu sigilo bancário sem a sentença judicial apropriada, nem muito menos farei uso do currículo pessoal, isso é, também uma leviandade, e aqui estaremos de acordo neste ponto anti-ético?

 

Como um tiro certeiro é a número 3: “Aconselhar os que duvidam”. – Ainda duvido e a essa dúvida cruel purifica a minha pobre Fé. Não há “debate público”, não há “reserva moral”; só a isso sim a “aceitação de grandes favores” (chorudos, parcelados e adiantados, sobrefaturados, etc). Nós não acusamos ninguém de nada… Quem somos nós, não somos deuses, juízes, prefeito(a), jornalistas, etc… para acusar se a nossa contabilidade está em dia, e não desviamos nenhum real do seu fim sagrado. Acusar de corruptos e pequenos favores, aqui há muito debate público a fazer (mais urgentemente do que se pensa…). Mas a falta de ‘reserva moral’, assim como a falta de asfalto, de água e de saneamento básico, de educação e saúde de qualidade, de transparência nas contas publicas, não o apadrinhamento nas diversas secretarias, isso tudo falta porque FALTA a reserva moral! Aqui voltaremos quantas as vezes forem necessárias!

 

       Estou a ficar sem escolha, é discutível, por isso aposto na 1: “Dar bom conselho aos que pecam”. – Pecado só quando há liberdade e responsabilidade. No caso da descrença, ou da simples abstinência do Credo Religioso, tipo paganismo light, nem se fala mais em Pecado. O termo é mesmo ‘Crime’. Haveria lugar a crime do uso do dinheiro público. É risível…, a todos os níveis, esse exemplo dado, diante do que o Tribunal de Contas da União (cfr. TCU e a condenação 37 ex-prefeitos maranhenses…) poderia fazer em Chapadinha e nos patrimônios, ‘benesses’ e afins de todos (as) os(as) sequazes, ‘afilhados’ (as), pela Administração atual e passadas. Aliás, esse trabalho já está em curso, pelo que não seja objeto de comentário é que é estranhíssimo, pois é assunto altamente ‘noticioso’, não ‘oficioso’, pois desse branqueamento já sofremos de mais! Não se defenda o indefensável, pois abismo atrai abismo… A Paróquia não é organização ‘laranja’; não entra em ‘sub e sobre’ faturamentos; paga todas as contas em dia (ninguém reclamou até agora dos atrasos normais de liquidez involuntária…). Aconselho, a ir com o bloco de notas – antes do desfile de carnaval, pois ninguém o levaria a sério após…-, à rua e ouvir a insatisfação do empresariado e comercio! A surdez será reinante!?

 

Por exclusão ficamos com a número 2: “Ensinar os ignorantes.” – Aqui tem lugar a famosa maiêutica para que possamos chegar à ignorância, tipo Sócrates (noutro contexto contaria uma anedota, aqui não o posso… estou a fazer “debate público”). O último parágrafo não é ouro, nem ferro, nem areia…nem chega a ser mer…, é simplesmente, pura ‘adrenalina intelectual’. Como eu não o sou. Não fiquei ofendido, renovo a continência. Recuso o insulto da resposta na jactância (para evitar ser “mais jactado” e provar minha Amizade Virtual. Peço com urgência o e-mail!). O sub-texto desprestigia a democracia, pois falar em “proselitismo religioso” sabe a ranço político. Argumenta-se e advoga-se, pelo pensar e mudanças pessoais, a moral do “vale-tudo”. O extremo é radical. Só falta exigir o triunfo mijando água-benta. Não sou capaz. Há ainda a coragem para perguntar se nos ‘vendemos’ ao aceitar “bois e outros bens para sorteios de final de festejos?” Não vendemos, nem venderemos a alma ao Diabo! Fazemos ao contrário a Santificação da Crítica. Isso mesmo! Aí é doer e curar num tempo só! Santificação que é processo gradual, não isento de erros e ambiguidades, “trigo e joio”; mas nunca o “beijo de Judas” ou as “trinta moedas” farisaicas. Fico-me com Eduardo Galeano: “Os políticos sem escrúpulos não fazem outra coisa senão agir de acordo com as regras do jogo de um sistema onde o êxito justifica os meios que o tornam possível, por mais sujos que sejam: as trampas contra o fisco e contra o próximo, a falsificação de balanços, a evasão de capitais, a quebra de empresas, a invenção de sociedades anônimas de ficção, os subfaturamentos, os superfaturamentos, as comissões fraudulentas.” (1999, p.154).

Foi um prazer com dever! Estou tranquilo, pressão normal, um pouco de sono!

 

 

P.S. Falta-nos uma obra de misericórdia (espiritual), a derradeira… o número da perfeição inacabada. Falta-nos um parágrafo mais digno, menos falsificável. Ela é a nossa constante Oração. Assim foi hoje, na Comunidade o Araçá, às portas da nossa querida Chapadinha, esquecida e maltratada como maioria das comunidades das Cebs, onde celebrámos com as famílias residentes e visitantes, os 13 batismos, 1 casamento, 5 primeiras comunhões, 2 consagrações… Adiamos por critério de ética pastoral, 5 batismos e 1 casamento, por não haver habilitações mínimas. O Pe. Antonio, prestes a completar 80 anos, aguentou heroicamente as confissões, que prescreve a indicação canônica sacramental. Eu fui presidindo a celebração com a coordenação local. A mesma oração me acompanhou juntamente com mais de uma centena de pessoas, na missa paroquial das 17h30, na Igreja Matriz. A mesmíssima oração nos acompanhou no terço e na missa da Comunidade do Campo Velho, S. Pedro, pelas 19h30. Rogamos, agora, “a Deus pelos vivos e pelos defuntos”. Perdoa-nos, com a tua Misericórdia, pois sabemos muito bem o que fazemos e deixamos de fazer (iniquamente) pela construção do Teu Reino. “Não há salvação fora do Mundo” (Oh Schillebeeckx faze-nos imensa falta… mas ganhamos mais um aliado sem peso!). Com a sugestão de Ernst Jünger, espero um dia escrever um “Catecismo para Ateus”. Entretanto, o de João Paulo II, serve para as encomendas…Oxalá, Axé e Amem!

 

POR: Pedro José, Chapadinha, 07-01-2010.

8611 caracteres (com espaços incluídos).

 

 

 

 

 

 

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