Contributo para Análise da Conjuntura Administrativa do Município de Chapadinha (22-11-09)

 

 

Contributo para Análise da Conjuntura Administrativa do Município de Chapadinha (22-11-09)

 

 

Participar é mais do que assistir,

Analisar  é mais do que olhar. (*)

 

Chapadinha sofre de apatia social. É preciso vitaminas de responsabilidade

e vacinação contra o desinteresse.

O futuro não pode depender só de profissionais políticos.

 

 

Voltaremos ao assunto, mais ampla e profundamente. Por hoje, apenas queremos acenar e abrir a porta ao debate. A situação do Município de Chapadinha é preocupante. Não pode continuar a ser tratada como assunto de propriedade privada de alguém que se habituou a fazer o que quer e nada acontece.

 

Chapadinha inchou. Tem mais habitantes, tem tido até invasões de terrenos para formar novos bairros. Chapadinha agora tem um Instituto Superior e uma Universidade e, por isso, pessoas mais conscientes. Chapadinha é o Município, no Maranhão, que tem mais assentamentos da Reforma Agrária. Tem feito esforços na Educação para se atualizar. A construção está a um ritmo que admira. O comércio vende bem. Diga-se o que se disser, Chapadinha progride. Em alguns setores. Devagar. Mas em outros, é um Município atolado em promessas, vítima de politiquices prejudiciais. Faltam estruturas Públicas e infra-estruturas. As autoridades , na maior parte do tempo, estão ausentes da cidade. Algumas nem QQ praticam. Tudo corre à revelia da lei e da ordem.

 

Vejamos: 1) – É uma tristeza chegar aqui e deparar com uma Rodoviária daquele jeito. Meu Deus, que vergonha! Tal entrada da cidade, tal Rodoviária!

 

2) – O patrimônio público é prejudicado por falta de criatividade e iniciativa pública. Só a Secretaria de Saúde paga, anualmente, de aluguéis, R$1.900.000,00. A quem?… E será verdade que faz ainda obras para melhorar prédios que não são Municipais? – É o caso do Hospital de S. Francisco. A Secretaria de Obras Públicas e outras não têm máquinas próprias. Têm que as alugar para alguns trabalhos. Quem lucra com isso? E é de desconfiar, porque os aluguéis são feitos a pessoas ligadas à Prefeitura.

 

3) – O sistema de água está caótico. Macaoca não satisfaz. Estamos como em 1985. E a cidade triplicou. Os poços depressa estão inutilizados e os bairros sem água.

 

4) – A questão social está ao abandono. É um balão que a qualquer momento pode rebentar. Não há políticas públicas de segurança, de proteção à família, de combate ao tráfico de drogas, de luta contra o alcoolismo, de educação para a ordem no trânsito, de criação de espaços de recriação, de aplicação da lei do silêncio, de licenciamento de bares junto de escolas e em demasia nalguns locais…

 

5) – Não há um cemitério público grande e bem cuidado. As Comissões de Manutenção existentes zelam a limpeza, mas, talvez, exagerem nas condições para enterramento de mortos.

 

6) – Falta planejamento de trabalhos. O Plano Diretório Municipal está guardado. A população, acossada pelo Agro-Negócio, invade terrenos, não deixando nem espaço para os prédios públicos. Não se sabe onde trabalham algumas Secretarias Municipais e quem é o Secretário.

 

7) – As estradas do interior estão ao abandono. Quando é feito algum reparo, logo fica pior do que estava, porque não há manutenção de nada.

 

8) – O sistema de Saúde está falido. Responsáveis estão mais ausentes que presentes e há postos de saúde esquecidos. A intervenção do Ministério Público no Conselho de Saúde veio revelar muita arbitrariedade que aí se praticava.

 

9) – A limpeza nos bairros está péssima. O aterro sanitário é uma lixeira impossível…

 

10) – Alguns bairros, mesmo no Centro, estão com as avenidas cheias de covas e, no Inverno, as águas das chuvas criam uma situação perigosa para a Saúde, por exemplo, na Aparecida, perto da capela. Para já não falar na Avenida Ataliba Vieira.

 

11) – Ainda se pratica em Chapadinha uma política de alienação incrível, pela informação e promoção de festinhas. E a Câmara assiste a tudo isto…

 

12) – O Ginásio Esportivo e a Biblioteca continuam sem serviço. Na deterioração.

 

13) – As contas que aparecem a público não são explicativas do dinheiro que vem e estão sendo reprovadas pelo Tribunal, além do sistema de compras ser extraordinariamente fechado.

 

14) – A agricultura ainda é no toco, e de mera subsistência. Enquanto nossos lavradores forem tão pobres não podemos falar em desenvolvimento chapadinhense.

 

Voltaremos ao assunto, mas pedimos que isto seja assunto de reflexão nas comunidades. A Campanha da Fraternidade em 2010 trata sobre Economia”.

 

 

 

(*) FONTE: in Vida Nova – Boletim Formativo e Informativo da
Paróquia de N. S. das Dores – Chapadinha // DIRETOR – Manuel Neves
// DIRETOR-Adjunto – Pedro José; N°43 – 22/11/2009, pp.2-3.
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Uma resposta a Contributo para Análise da Conjuntura Administrativa do Município de Chapadinha (22-11-09)

  1. JOEL diz:

    Li sua materia no ChapadinhaSite. Excelente matéria. Chapadinha precisa de pessoas que tenham (ou que queiram ter) um olhar crítico. É inadimissível que uma cidade polo da região viva como se estivesse no século passado. Com pessoas que não reinvidicam seus direitos, não reclamam, ficam apenas olhando a banda passar. Vamos ter coragem minha gente, temos direitos, a lei está ao nosso lado. Não é possível Chapadinha continuar vivendo em esta de pobresa.

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