Escolhos Patéticos…

 
 

Escolhos Patéticos…

 

 

A Sombra e a Amada.

Ela sabia de si e dos seus sentimentos

Seu nome era Sombra

Ela sabia só que o Amor é a sua recompensa.

 

 

Sombra e Luz eram inseparáveis,

gostavam-se ao ponto de ficar em Silêncio.

Olhando-se de frente, contemplando longos cílios e perfis.

Os olhos fugiam e não se encontravam, afagos quentes e pungentes…

Houve então a insanidade do arrependimento, uma distensão covarde.

O Apego chegou na mesma altura em que a Ternura saiu de casa.

 

 

O claro-escuro, ficou mais escuro, a dúvida fez-se certeza.

A Luz ficou com as trevas e nas trevas não há Sombra.

A aliança Luz e Sombra desfez-se,

tal como o nevoeiro no império do Sol.

 

 

O Amor pela Luz da Sombra era necessário.

Não há na vitalidade a necessidade de ser capaz.

O mundo não quer um Amor necessário.

Devemo-nos uma responsabilidade sem Senhor.

O mundo dos Amantes gera a Dor.

Veio então a tarde, terminou o dia, e chegou a Noite.

 

 

A Sombra não temia a Noite.

Os amantes amam a Noite.

Mas a Sombra não suportava o Esquecimento.

Luz da Luz, minha Sombra Amada.

No Desejo de ser melhor.

Paciência do Ser.

Faminto estou de estar sempre.

Não mais, agora, me faço de Frágil!

Encontro-me perdidamente Denso!

Fora de mim: Sombra amada, Luz requerida.

Não sou mais ego, apenas, eu mesmo.

Não ser mais alienante nem alienado.

 

 

POR: Pedro José, Chapadinha, 22-10-2009. 1252 caracteres (com espaços incluídos).

 

 

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