Vida, aprender a (des)contemplar? – Jo 6, 41-51 : XIX Tempo Comum Ano B

 

 

Vida, aprender a (des)contemplar?

 

 

 

[Comentário: XIX Dom Tempo Comum. Ano – B: 09-08-2009]

 

 

Dedico a reflexão à Maria Cristina, pela peregrinação a Santiago de Compostela, pelo aniversário denso,

por suas preces certeiras, pela dom da fé na família de sangue,

pelo dia do Pai. Agradecido pela soror: uma beijoca.( 08-08-09).

 

 

Ler: Jo 6,41-51

 

“Naquele tempo, os judeus começaram a murmurar a respeito de Jesus… E Jesus respondeu : ‘Não murmureis entre vós” (Jo 6, 41 e 43)

 

 

 

Disposição 1. Degustando o estilo meditativo-provocativo de D. Walmor: “A murmuração é um dos sintomas mais reveladores da gravidade da incompreensão. Toda incompreensão é, na verdade, uma prisão. Ela impede a qualquer um alcançar o estágio que lhe credita sabedoria e competência para conduzir a vida adequadamente. Assim é com toda incompreensão. É sua propriedade invalidar as verdades e impedir os avanços necessários advindos da largueza da compreensão. Quando Jesus Mestre aconselha seus contemporâneos a não murmurarem, está lhes dizendo do nível de incompreensão tão grande e arraigado que anula até mesmo a revelação de Deus. O Pai se revela no Filho, pela força de suas obras, e os seus conterrâneos, tão religiosos, são incapazes de perceber a grandeza daquela presença. Não é livre quem não compreende adequadamente a verdade de cada coisa, pessoa, de cada momento da vida. Ajudar a compreender o que realmente é será sempre a meta do Mestre. Não é outra a razão que justifica a condição de discípulo de todos aqueles que d’Ele se acercam e se deixam seduzir na sua verdade” (Oliveira Azevedo, D. WALMOR, Na Escola do Salvador, Editora PUC Minas, Belo Horizonte, 2009, pp.394-395: Obs. Um ‘clássico hodierno’ do Magistério).

 

 

Disposição 2. Uma história de partir o coco… que converterá a dureza de todos os murmuradores(as): “Um dia fui a casa do Sebastião e da Adelaide e ele me contou a seguinte história. Colocou um coco no chão. Não conhecia a semente. Não conhecia o tempo. Nunca tinha plantado coco. Não sabia quanto era para esperar. Esperou. Nada apareceu! Ficou achando que o coco tinha apodrecido! O que fez? Não agüentou esperar mais tempo e foi cavar o chão. Enfiou a enxada bem fundo. Azar dele! Cavando, tocou com a enxada no coco e cortou o fiozinho bem verde que estava nascendo debaixo do chão, na escuridão da terra!” (…) “[NB] – A semente do Reino que a gente planta no chão da vida é como o coco do Sebastião: não conhecemos bem o tempo; tem que saber esperar e aguentar firme; não convém ficar impaciente e querer meter logo a enxada. Debaixo do chão tem fiozinhos verdes crescendo em todo canto. A gente não os vê, mas eles estão aí, mesmo aqui, no chão da vida do povo de Areia Seca!”, de Chapadinha, de Mata Roma… (MESTERS, Carlos, Seis Dias Nos Porões da Humanidade, Ed. Vozes, Petrópolis, 1977, p.87. Obs. Um ‘clássico antigo’ da Teologia da libertação).

 

 

Disposição 3. – Não ando lá muito bem… porque considero que ando a murmurar de “mais”…, evitando, naturalmente, murmurar “nas/pelas costas”. O que tens a dizer, diz na frente (olhos-nos-olhos), – oral, escrito ou ‘digitalizado’, etc –, deves dizê-lo, sempre, na frente de quem tu fazes “objeto”, para que o mesmo possa continuar a ser “um” sujeito… é a inevitável Ética do Confronto/Conflito (Consultar o exemplo ‘soberbo’, do sacerdote Aldo Trento, “Missionário devolve título honorífico”, in Vida Consagrada, nº324, Junho 2009, pp.216-217). Questionar o ‘nosso’ uso e abuso do telemóvel/celular; Facebook; Twitter; Chats para cá e lá…; tradicional chá das 5 e para lá da meia-noite…; no fundo, toda essa verborréia (também conhecida como diarréia verbal), de quem -, sabem como é compadres – se morder a própria língua, morre do veneno!? Estou dentro…, e com mais ou menos ‘pancadas’ como estas, pois é necessária a auto-crítica; podemos ir crescendo e revendo nossas posições, deixarmos de ser orgulhosos. No fundo, engolir alguns sapos e sobretudo não murmurar tanto. Bendito “fuxico” [“fofoca”, etc], até que enfim!

 

 

(NB). Este remédio (a consulta é grátis…) é prescrito, sem a devida orientação médica; se no entanto, persistirem os sintomas, por favor, com urgência, vá consultar o seu médico-de-família, a sua psiquiatra (e todos os “psi” do plantão pós-moderno…); não o seu Confessor…; ou quem sabe, aceite, humildemente, um simples ombro Amigo(a), do tipo: “- Vê lá, não queres passar por cá para conversar?”. Até isso recusei, valha-me S. Pedro, dos náufragos néscios!?

 

 

 

P.S. “O padre é um leitor apaixonado da Vida e dos livros”. (N.B.) Conferir as sugestões presentes na reflexão e nas fontes consultadas (magistério e oposição).

[Ano Sacerdotal – Entre Aspas, nº04].

 

 

POR: por Pedro José, Chapadinha, 19-07-2009. Caracteres (espaço incluídos): 4325.

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