impertinências diárias – comentário XVI T.C. (Ano B) – Mc 6, 30-34

 

 

impertinências diárias

 

 

[Comentário: XVI Dom  Tempo Comum. Ano – B: 19-07-2009]

 

Ler: Mc 6,30-34

 

 

 

Disposição 1. ”os apóstolos…contaram tudo” (v.30) – “Temos esse poder. O poder de dar significado às pessoas que amamos. O poder de tirá-las do meio da multidão e ajudá-las fraternalmente. Pessoas caídas que precisam de uma mão. Temos duas. Pessoas fragilizadas. Precisam de uma palavra. Temos tantas. E as usamos com tantas imprecisões, com tanto desperdício, que na hora certa acabamos calados, economizando elogios, ternura” (CHALITA, Gabriel, p.38). [mea culpa] – “(…) Já fiz coisas que não quis por não saber dizer não. Já fiz coisas que quis e das quais me arrependo. Já deixei de fazer o que devia por ter medo de magoar e já fiz o que não devia apenas para agradar.(…)(CHALITA, Gabriel, p.67).

 

 

Disposição 2. ”… tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer.” (v.31) – “A cultura da fast-food parece refletir a forma como compreendemos as relações humanas. Tudo é muito farto, rápido e passageiro. Não há tempo para entrar na tenda. O máximo que nos oferecem é uma passada diante da porta. O mesmo acontece conosco. Nem sempre temos disposição de sair de nosso lugar para encontrar o outro e suas fragilidades. É mais fácil simplificar a questão, eliminar, jogar fora aquele que não corresponde às nossas expectativas” (MELO, Fábio, pp.78-79).

 

 

Disposição 3. ”…e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor ” (v.34) – “Somos frágeis. E, ao encontrar o outro mergulhado em sua dor, é natural que brote dentro de nós a compaixão. Esse sentimento ocorre até mesmo quando estamos diante de nossos inimigos. Ao deparar com a dor alheia, de alguma forma descubro a totalidade do meu ser. É como se eu ouvisse desconcertante: “Tu és isso!”. A dor que dói no outro é uma janela de onde eu me enxergo. É como se por um instante fosse quebrada a nossa capacidade de diferenciação. O outro sou eu. Não posso vê-lo sofrer sem nele identificar minha inegável condição de fragilidade” (MELO, Fábio, p.102).

 

 

 P.S. “Um padre é também pastor do Ser. Ovelhas sem pastor é igual a ovelhas sem a dimensão do Ser. Quem confunde, não sabe pastorear” [Ano Sacerdotal – Entre Aspas, nº02].

 

 

FONTE: Cfr. MELO, Fábio, e CHALITA, Gabriel, Cartas entre Amigos: sobre medos contemporâneos, Ediouro, Rio de Janeiro, 2009, pp.240. POR: por Pedro José, Chapadinha, 19-07-2009. Caracteres (espaço incluídos): 2102.

 

 

 

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