Vida Modo de Usar: retirar análises

 

 

Vida Modo de Usar: retirar análises.

 

 

[1.] O som e a música. Vivo numa cultura essencialmente auditiva, melhor oral. Sendo feito de leituras, para estar enquadrado, devo treinar a própria leitura em voz alta. É o jeito para evitar o suplício do excesso. Pergunto-me, o que faz o sucesso de canções como “Fada”; “Borboletas”, “Nada Es Normal”, na voz (também no violão…), na presença em palco dos “queridinhos”, Victor & Leo, não será um exemplo escolhido ao acaso – eles sabem bem do “ofício” da música profissional. Tem “algo-aí-dentro” que merece ser pensado. É consensual, é dado bruto que “amar não é pecado”. Lá surge então a frase feita para deleite do batimento cardíaco light. É e não é. Porque será sempre deste modo o amor dito “romântico”. O artista-padre, Fábio de Melo, não estará também dentro do mesmo gênero, numa sintonia dita “espiritual”? Onde começa, onde termina? É o vírus benéfico do eterno acasalamento, da febre hormonal, da intimidade redimida, da sedução induzida e até mesmo, do narcisismo congênito. Tempos modernos. Da salvação que é cura das almas infelizes e solitárias. Somos todos(as) incuráveis. Na contra-mão disto tudo é realizar um evento na nossa cidade tipo: “Festa do Morcego”. O “consumo” saudável tem haver com alternativas dignas. Como? Dentro da formação dos valores e dos custos.

 

 

 

[2.] As mortes quotidianas. Eu vivo na floresta. Sou frágil e sou independente (estrategicamente dependente da comunidade histórica). Sou incapacitado para ser um “funcionário da estrutura”. Tradição eu amo. Estruturas funcionais sem vida: não contem comigo. As mudanças estão a suceder. Modo determinado e objetivo não é frieza e rudeza de afetos. Tantos planos por realizar. Pinturas que ficam na imaginação. Histórias que não foram aprofundadas. Não há direito a recordações que levem ao “culto da personalidade”. A história do tirocínio pastoral também está dentro da parábola máxima. Deus não tem a mínima consciência do débito: conferir Filho Pródigo. Nem do crédito: conferir Filho Mais Velho. Vivo dentro das mortes pastorais. Os eus morrem dentro do Tempo. As pessoas e almas continuam na eternidade mística. Deus é a Vida aquém de tudo, e por isso, vai mais além de tudo. Mística é purificação da Vida.

 

 

 

[3.] Sinais por todos os lados. A hora é do serviço criativo. O sacramento do “momento”. Diminuir o fumo. Aumentar o sono. Priorizar as leituras (Os Quatro Evangelistas; Willigis Jäger “A onda é o mar”; e Bertrand Russell “Ensaios Céticos”). Selecionar as comidas e as bebidas (na medida da oferta…). Não ser exigente com os outros. Amar não é pecado, porque Deus é Amor. Quem ama permanece em Deus. Pecado é não amar. Quem não ama ainda não fez experiência de Deus. Deus é o Mar. Eu sou a praia (com bandeira ecológica!). Caminho com fraquezas e bloqueios. Trato tudo com a ternura do aço (tretas!). O voto é de confiança. Seguir na via da singularidade é a melhor de todas as alternativas. Como disse o companheiro ao celular: “tentar adormecer esta nostalgia do nada”. É para isto que tento escrever. Adormecer a nostalgia do nada. Nada místico. Morte do eu. Nada me basta. Estado de Graça (provisório, não imprevisto). Fora com a cultura da irresponsabilidade! Só ser Generoso! Acolher o segredo do coração! Guardar e não reclamar! Nada esperar em ressentimentos!

 

POR: Pedro José, Chapadinha, 19-06-09;

3270 caracteres (com espaços incluídos).

 

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