Vandalismo o que é? Como se faz?

 

Vandalismo o que é? Como se faz?

 

 

para o Robson( Blog )

 

 

Haja tempo e curiosidade. É gostoso devorar os livros das coleções-tipo: (a) o que é; (a’)como se faz. As duas perguntas diretas, curtas, e não “grossas”, que todo o “pragmático” saberá responder. Ora como conciliar “isto”, que dizem ser contemporâneo…, com o “conservadorismo” e a “mística”, necessários ao (con)viver espiritual-social, quando a “problemática” é altamente polêmica. Esse é o drama. Lá iremos, com lentidão.

 

Iniciemos com uma enumeração sumária, sem características pré-determinadas, apenas ilustrativas, para alargar até ao domínio do “possível” a nossa reflexão. Alguns exemplos que pretendemos significativos.

 

1. “Motorista que derrubou poste e invadiu casa ainda não foi descoberto” (Fonte: http://tvmirante.blogspot.com/2009/05/motorista-que-derrubou-poste-e-invadiu.html, e ainda confrontar: “Veículo desgovernado invade casa na Presidente Vargas”) na nossa cidade;

 

2. Assaltos variados a casas comerciais e residências particulares, bem registrados na mídia da nossa cidade;

 

3. Roubos de motos e bicicletas, em diversos locais e a diversos horários, dentro da nossa cidade;

 

4. Roubos às diversas capelas dos bairros (aparelhos de som, portas de salas de catequese…) e da igreja matriz (com tentativa de profanação de sacrário: duas vezes), com deflagração de incêndio, prontamente controlado, também na nossa cidade;

 

5. Postes de iluminação pública; bancos de praça recentemente reformada; sinais de transito; torneiras/motores de poços de abastecimento; ETC., completamente destruídos ou danificados, impedindo a sua utilização normal, ainda na nossa cidade;

 

6. “Atos de vandalismo” (FONTE: http://blogrobson.spaces.live.com/, acesso, 25-05-09): caso da penúltima vítima particular (todos seremos “particulares”: nalgum dia e hora, em que não saberemos explicar “o” porquê…) que tomei conhecimento. Memorizo como a penúltima, e mais uma vez, na nossa cidade!

 

7. A lista poderia continuar… e vai continuar…o SETE é infinito. Neste caso felizmente poderá ser revertido. Falamos de quê: Violência (com tonalidade urbana ou outra…); de aumento de Criminalidade; ou do fenômeno, mais “delimitado”, como Vandalismo? Tudo junto de maneira profusa e confusa. Sobre o mundo da “violência” e do “crime”, o que são…; é extremamente complexo emitir sentenças e soluções rápidas, eficazes.

 

***   ***  ***

 

Para “tudo” se fala em necessidade de Educação, na questão da Segurança e na urgência da Cidadania, e é Verdade!? Na ausência sentimos a falta da presença real. Contudo, a nossa atenção está disposta para o específico do “vândalo” e para o “vandalismo”. Os dicionários, obras da especialidade, os testemunhos, dizem o que são… e como se fazem atos/comportamentos desta natureza. Em todos os seis casos apontados, há sinais desta “postura”, deste “vírus”, deste “preconceito”; dentro da nossa cidade. Procuramos entender “isto” com preocupação ativa e não passiva.

 

O destruir. O quebrar e rebentar. O desrespeito pelo “público”, pelo “antigo”, e pelo “belo”… Assusta-nos! As novas “tribos” de “vândalos, bárbaros, piratas, etc” saíram à rua, e estão tomando conta das mentes e comportamentos, ditos civilizados. Será assim-mesmo…, não creio nessa possibilidade. No perigo reside, também, a salvação. Sem cinismo, nem demagogia. Estuda-se e prova-se que a nossa natureza é agressiva; mas não é violenta. Seremos agressivos e não violentos. Há diferenças, mas o “resultado prático” é igual. Da Natureza “saltamos” para a Cultura. Querendo continuar acreditar no Humanismo, apesar do otimismo trágico e desencantado da realidade da sociedade de consumo (“consumidores – consumandantes – consumidos”). Também há quem com autoridade, de experiência e de competência, já provadas no nosso meio acadêmico e de serviço público, ponha a questão noutros termos porventura mais elucidativos: “Violentos ou Violentados?” Aí o nosso problema volta atrás, mas ganha outra Responsabilidade e eu/nós estou/estamos naturalmente implicado(s). Somos todos(as) co-responsáveis!

 

No comum a todos estes casos, particulares e públicos, verificamos: que se passa “na nossa cidade”; com pessoas conhecidas e amigas; com patrimônio que serve a todos(as). E que por essa ordem de múltiplas razões, não podemos ficar indiferentes. Os “nossos vândalos” e o nosso “vandalismo” tem crescido na Nossa Cidade, perante a nossa Indiferença (?). Da próxima vez “os vândalos” vão atacar quem? (a)onde? quando? Não sei. Só sei uma coisa: o prejuízo, humano, social, religioso, ambiental, etc, Será enorme!

 

O vandalismo acontecerá, novamente, senão fizemos nada para o diminuir; senão nos solidarizarmos com quem sofre, sob a forma da denúncia, do empréstimo amigo, leal; da vigilância, da correção pronta. Não queremos embarcar em posturas de conclusão tipo: “faça justiça por si…”; “compre uma arma… instale rede elétrica…”; “não sair de casa depois do anoitecer…” são conclusões “perigosas". Aí instaura-se uma violência demencial. Tudo contra todos! O combate começa de dentro das Carcerárias (há na paróquia Pastoral Carcerária a trabalhar…) até ao ensino Pré-escolar do Jardim de Infância (não esqueçamos que o primeiro jardim é o útero gerado por duas vidas…e não apenas por uma). Círculo de virtude e não egoísmo refinado: o ódio. Temos que ter cuidado com o tipo de soluções primárias e preconceituosas. Há na verdade coincidências infelizes. Mas sorte ou azar não são decisões meramente aleatórias, nós fazemos a nossa sorte ou azar. Nós jogamos os dados humanos com as nossas mãos e pés, corações e estômagos. Há, sobretudo, atitudes/compromissos que precisam ser mais sólidos na sua resistência moral e ética.

 

Pessoalmente procuro entender e não condenar a racionalidade e irracionalidade (mais difícil) da violência associada ao “vândalo” e ao “vandalismo”. O que se faz para dissuadir os comportamentos dos vândalos? As suas causas e não apenas as suas conseqüências? Como nos educamos ou deseducamos para os Limites?

 

A nossa cidade, Chapadinha, não está a conseguir evitar que diariamente “os vândalos” destruam o que é de todos. O que se passa dentro de nós, afinal? Todos os dias já temos Boletins de Ocorrência? Não teremos de ser mais pro-ativos e menos re-ativos; não teremos de ser mais assertivos e menos passivos; não teremos -, para próprio escândalo – de ser mais “evangélicos” e menos “católicos”? É a luta do mais e do menos. Eu sou chamado ao mais, não ao menos. Se não fizermos por isso, o Bom dará lugar ao Ruim, porque eu decidi que ficava por Isso Mesmo, Assim Assim!

 

O melhor não seria nesta reflexão despretensiosa, na busca de coerência cívica, procurar saber sobre o que é vandalismo; com dor e sofrimento, e quem sabe até à própria crueldade, da morte, já o sabemos bem o que é; mas sim o que não é vandalismo. E no complemento, não como ele se faz, mas sim como o vandalismo se evita; melhor, se deveria evitar todos os dias, com justiça e paz. “A paz é fruto da justiça” (Is 32,17: CF 2009). O segredo, o remédio, a terapia. Tudo o que é vandalismo significa GUERRA. Como se evita é caminho de JUSTIÇA (sobretudo, política(s) pública(s)…).

 

 

 

POR: Pedro José, Chapadinha, 26-05-2009; 7059 caracteres (com espaços incluídos).
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Uma resposta a Vandalismo o que é? Como se faz?

  1. Dimitrian diz:

    obrigado meu trabalho tapronto

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