Ressurreição: sou eu mesmo!

 

 

 

 

Ressurreição: sou eu mesmo!

 

[Comentário: III Dom da Páscoa.  Ano – B: 26-04-2009]

 

Ler: Lc 24,35-48

 

Lc 24,39: “Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo. Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne e ossos, como vocês podem ver que eu tenho”.

 

 

O fundamento da Fé na ressurreição encontra-se nas aparições do Ressuscitado. As aparições constituem, pois, a revelação de Deus àqueles com quem Ele esteve, “apareceu aos que haviam subido com ele da Galiléia a Jerusalém” (At 13,31). É importante perceber que as aparições exigem uma Experiência de Fé. Elas são um “desdobramento-de-vida” que se faz caminhada conclusiva na terapia (derrubou as estruturas de pensamento dos discípulos…) e no compromisso (revalorização de todos os valores desacreditados…).

 

É Jesus Ressuscitado, por ação de Deus, que se mostra à comunidade (re)unida. O Ressuscitado faz questão de mostrar que é Jesus de Nazaré, o crucificado: “Vejam minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo.” Por que Jesus insiste tanto em mostrar as marcas de sua paixão? Ele quer deixar claro para todos que Deus ressuscitou um crucificado, um justo, um inocente condenado e torturado até à morte!

 

Deus não prescreve! Deus não podia deixar morto seu Filho muito amado que tinha vivido até ao extremo sua fidelidade. Por isso O ressuscita! A ressurreição é a vitória do Amor de Deus. “Quando, por meio do amor, uma mulher desperta um homem para a vida, ou um homem desperta para a vida uma mulher, então a ressurreição acontece…” (Anselm Grün). Nessa “nova criação” passa haver esperança para os todos os crucificados da História. Não existirá situação humana, por mais cruel que seja, na qual Deus (de Jesus de Nazaré, o Cristo, não um Zumbi….) não esteja presente e operando no silêncio desse sepulcro a libertação, gerando Vida-Nova-no-Amor.

 

Não existe ressurreição sem cruz, nem cruz sem ressurreição. Olhando para nós mesmos, acreditamos que o Ressuscitado é o crucificado? Ou pensamos que existe ressurreição sem cruz? Celebramos a Ressurreição de Jesus como a vitória do Amor sobre a morte?

 

A experiência da ressurreição gera uma força expansiva, comunicadora. Quem experimentou o Ressuscitado, vive a Liberdade dos filhos e filhas de Deus. Como o estou/estamos fazendo? Os nossos nós foram desatados. As nossas conversas produzem resultados. Conseguimos dissolver as tensões, os conflitos. Na prática contemplativa, Ressurreição é (tentar)fazer do problema a solução e nunca o contrário!

 

 

Redator: por Pedro José, Chapadinha, 23-04-2009.

Caracteres (espaço incluídos): 2199. FONTE: Consulta e adaptação: http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_servicos&Itemid=38&task=detalhes&id=2, acesso, 23-04-2009.

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