o terapeuta familiar: Mc 1,29-39

 

o terapeuta familiar

 

[Comentário: V Dom do Tempo Comum . Ano – B: 08-02-2009]

 

Ler: Mc 1,29-39.

 

 

[1.] O Evangelho apresenta um mundo novo. Um lar renovado. Um mundo culturalmente diferente, onde a visão religiosa é “(in)discutível” quando exige as mudanças que provocam o fim do medo. O medo da doença encontra solução quando a cura e a hospitalidade andam juntas. A cura feita em casa é celebrada com uma refeição. A melhor catequese de Jesus está do lado de fora da sinagoga!

 

 

[2.] Precisamos acompanhar Jesus, como seus discípulos, observar o seu agir, os seus gestos, por exemplo, contemplar o quadro de extrema beleza e comunicação com essa mulher doente, a sogra de Pedro. Jesus é aquele que faz acontecer a disponibilidade: em qualquer lugar, a qualquer hora, liberta as pessoas de qualquer alienação e de tudo o que as impede de ter Vida Plena. Há pessoas que se perdem na superfície do milagre. Esquecem de buscar o essencial que é válido para todos os tempos. Milagre é toda comunicação da presença vivificadora e libertadora de Deus; sempre uma comunicação feita com Graça e Liberdade. Esta é a maneira de agir em Jesus. Jesus revela-se um terapeuta familiar.

 

 

[3.] Podemos re-parar na comunicação de Jesus com a sogra de Pedro, entrar na casa, junto com seus discípulos, e contemplar os gestos e palavras de Jesus com aquela mulher idosa e doente. Jesus, um homem que escuta, vai ao encontro, toca, comunica-se, coloca toda a sua atenção na comunicação de vida com essa mulher necessitada. Jesus que “usa e abusa” da hospitalidade (leva dois convidados). Entretanto, apercebe-se que gastar tempo com o enfermo é importante, não há pressas. Todas as ações de Jesus manifestam como ele se debruça para comunicar vida, liberdade, para integrar logo, a mulher ao seu ambiente, preocupa-se com as necessidades básicas, pede comida para ela. Um Jesus cuidadosamente doméstico.

 

 

[4.] Ao conheceremos o coração curador de Jesus, verificamos que a sua vida doada, vai além dos esquemas/mentalidade da sua época. Esse doar-se por inteiro com gestos e palavras (bem pequenos, por sinal!) sendo sensível ao mais necessitado, no dia a dia, é uma proposta revolucionária já que hoje os pobres, os doentes são utilizados para consumir todos os “produtos-de-oferta”; gerando muitas vezes uma mentalidade de alienação e não de gratuidade. Um Jesus que vai do reintegrador ao reintegrado.

 

 

[5.] Diante das pessoas necessitadas, qual é a minha atitude? A minha ação fundamenta-se em que tipo de oração? O terapeuta familiar alimentava-se da oração solitária pela madrugada mística. Jesus não permanece lá. Ele vai embora para começar tudo de novo na próxima cidade. Mesa, oração, doença-mutualidade, partilha-reintegração: um dia inaugural dum Deus que decididamente, no quotidiano, faz toda a diferença!

 

 

 

 

FONTES de consulta:

http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_servicos&Itemid=38&task=detalhes&id=2,

acesso: 07-02-09; BOER, SJAAK de, Por uma Liturgia Libertadora: a unção coletiva dos doentes, Ed. Paulinas, 1998, pp.104-107.

Autor: Pedro José, Chapadinha, 08-02-2009.

Caracteres (espaço incluídos): 2692.

 
Anúncios
Esta entrada foi publicada em Espiritualidade. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s