Precisamos ser catequizados, não duvidem!

 

 

PRECISAMOS SER CATEQUIZADOS,

NÃO DUVIDEM!

 

 

O chamado de Deus à vocação cristã nunca é um acontecimento isolado. É um processo. É um chamado continuado. Exige, por isso, a permanente responsabilidade de nossa liberdade. Ninguém se realiza na generalidade. Não somos parte de um monte anônimo de gente. Cada indivíduo é uma pessoa. Tem consciência e vida própria. E viver é ter relações com outros, também pessoas. Cristo é Pessoa. A vocação cristã é pessoal. Exige uma relação pessoal com Cristo. Esta relação ninguém, portanto, a pode dispensar. Não se pode ser cristão por educação familiar, apenas por tradição. Isso é bom, mas não basta. É o princípio de um processo em que a pessoa tem que mergulhar, participar e decidir. O testemunho familiar é útil se nos prepara para esse encontro pessoal com Cristo. Será nefasto se se resume a uma transmissão de costumes que nos satisfaz e pretende dispensar do autêntico encontro com Cristo. Quem crê por tradição, não crê em Deus. Crer porque seus pais assim o educaram não é crer em Deus. É crer nos pais, é crer naqueles que lhe falaram de Deus. A fé exige uma opção pessoal e consciente. Nossos pais ensinaram-nos a caminhar, mas hoje não caminham por nós, nem nós podemos caminhar com seus pés. Ensinaram-nos a falar, mas nós não usamos hoje a sua língua para falar. Para falar, tivemos que treinar a nossa.

 

Todos nós, cristãos, precisamos fazer uma caminhada de encontro, de amizade, de fé. Até para casar não basta um certo conhecimento ou só sentida inclinação. É preciso amor. Namorar é caminhar para o amor, é um processo de aproximação, de encantamento e de decisão.Assim acontece com a fé.

 

Paulo era judeu. Cumpria a lei e, com isso, pensava chegar a Deus, conquistar a justiça e alcançar a justificação. Vivia a tradição de seus pais. Mas, na estrada de Damasco, tudo mudou. Houve uma ruptura. A experiência de encontro com Cristo foi tão forte que ele caiu, a luz foi tão intensa que ele ficou cego. O que antes era lucro, agora é perda. O blasfemo tornou-se amigo apaixonado. O perseguidor virou profeta. O insolente tornou-se apóstolo. Paulo não será nunca mais o mesmo. Cristo provocou nele uma total e profunda mudança na história de sua vida. Antes pensava em si, na sua justificação. Agora basta-lhe o amor de Cristo. Como que se esquece de si para servir os irmãos na prática do amor que é a plenitude da lei (Rom.13,10)

 

Como podemos dizer-nos cristãos sem nos converter a Ele que nos amou primeiro?

 

 

(*) FONTE: in Vida Nova – Boletim Formativo e Informativo das Paróquias de Chapadinha e Mata Roma // DIRETOR – Manuel Neves // DIRETOR-Adjunto – Pedro José; N°06 – 01/02/2009, p.4.

 

 

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