Pensar no sentido da vida significa rezar ?

 

Pensar no sentido da vida significa rezar?

 

 

 

(O pequeno filósofo) – Contou-nos o colega estarrecido: A mãe pessoa de igreja – no bom sentido, quando a religião nos humaniza – não resistiu ao tratamento de câncer. Deixa órfãs duas crianças. A mais velha, 9 anos, quando o padre está prestes a entrar na casa para o velório, agarra-lhe na mão, e suplica-lhe: – Venha rezar pela minha mãe… Diante do pai interpela: – Pai temos de ser fortes… A Fé muda as relações hierárquicas? Poderia deixar de não haver mudanças. Mas que é que “isto” tem haver com “aquilo”. Deus não é nosso patrão. Deus não é penicilina. Deus não é o Avesso-do-Vazio-de-Sentido. Na Criança que nós sempre seremos, quando não existir mais repressão, aflora o Sentido que faz toda a Diferença.

 

(Necessidade de conversão) – O pequeno engrandece-nos. O grande reduz-se ao insignificante. Uma vida que poderia ser causa de amarguras irrecuperáveis, pois tratou-se de servir, exclusivamente, durante 15 anos, um pai que ficou paraplégico. Resultado: casar tardiamente, e nova morte prematura do companheiro, inviabilizou o amor recém florido. E agora como dar continuidade aos merecidos sonhos; se os próprios sonhos de tão caros desgastaram-se e secaram a própria fonte do encantamento. Não são mais admissíveis projetos que façam sentir o pulsar das vivências íntimas. Somos seres de Desejo em processo de Conversão contínua.

 

(Derivações diante do “Si”) – Quem é o ser humano em si (mesmo)? O que é o relacionamento em si (mesmo)? A ternura, a justiça, e a verdade, o que são elas em si (mesmas) ? O “si” é a pedra de tropeço ou a pedra angular? É a questão da “desmemória”: essa é a nossa faculdade que permite o avanço, porém conduz-nos ao esquecimento do Ser. Aí o “si”, sem memória, transforma-se em patologia. Por exemplo, em si mesmo, só toleramos a negação da Amizade, ou a morte do(a) Amigo(a); se compreendemos essa negação ou a ausência, em si mesmas. No momento em que esperamos dele(a) uma resposta e sentimos que ele(a) não existirá mais; por isso, primeiramente, evitamos interrogar para não ter de perceber esse silêncio. Não falamos mais, quando o nosso desejo era que tudo fosse “roupa passada a ferro”. E onde colocamos a “roupa suja”? Nós nos desviamos dessas regiões da nossa vida em que poderíamos encontrar esse “SI”, mas isso significaria que nós adivinhamos o seu significado de forma inconsciente.

 

(Avulsos de riso) – Quem sabe o segredo da verdadeira Alegria, sabe a resposta incompleta à pergunta: Pensar no sentido da vida significa rezar? Primeiro. A mulher vira-se para o marido (namorado, amigo colorido, etc.) e pergunta: – Vamos a Nova York fazer um workshop? O marido (namorado, amigo colorido, etc.) responde: – Como assim? A mulher responde: – Tu work, Eu shop!!! Segundo. Há três tipos de respostas: as certas, as erradas e as absurdas. Dentro das absurdas há a humorística. Houve um aluno que respondeu que Mendel (o biólogo) era mais conhecido pela música do seu filho, o Mendelssohn.

Em todas as recolhas anteriores, e ainda mais neste último apartado, com dor, pudor e ardor, pensando no sentido da vida eu aprendo a REZAR.

 

 

AUTOR: Pedro José, Chapadinha, 26-01-09; 3083 caracteres (com espaços incluídos).

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