crise de insuficiências

 

 

crise de insuficiências

 

Todas as vidas de algum modo se esforçam por serem mais persistentes. Não conseguindo ter os êxitos desejados. Sentenciam: – O êxito é um luxo! Ora, ora, a vida é feita de adversidades, dificuldades e inseguranças. Isto na parte da sombra. Do lado da luz, existem conquistas que são autonomias; as benditas onerosidades, não excessivas; e sobretudo, o bom humor, a verdadeira socialização do amor com defeitos. Há vidas amassadas. Doloridas porque estão enclausuradas ao ar livre. São as que vivem na rua, estritamente, dentro dos passeios limitados. Têm receio da criatividade. Vida boa é vida…gasta, não usada!

 

 

As mentes meditam naquilo que fere a sua auto-estima. Não abdicam de serem bem sucedidas. Por isso há pontes entre as vidas e as mentes. Impõem-se rupturas. As mesquinhas são insuportáveis. As ingênuas perdem o interesse. As brilhantes não permitem diálogos inúteis. Observo muito, mas ainda não racionalizo de forma adequada. Sinto a falta de planejamento; não há planejamento sistemático. Pretendo melhorar o desempenho e libertar-me de “restos de pensamento”. Pensar como num jogo de xadrez: tempo, estratégia, saboreando as trocas entre perdas e ganhos. Mente boa é mente…lúcida, não vaidosa!

 

 

Os corpos passam e contemplo a sua beleza (natural e artificial). Pergunto-me estamos ou não estamos, perfeitamente, domesticados. As nossas ressonâncias afetivas não são verdadeiras, se o fossem, não nos suportávamos meia hora. Sabemos que não comunicamos o mundo interior que é rico. Somos extremamente pobres em humanidade. Continuo aprender a observar com fineza. Com cuidado, sendo próximo e frio. Os corpos têm uma história que não se deixa esconder. Os corpos dizem tudo, tão quanto os atos falhos. Observar os corpos, de tudo perspectivar. É necessário alimentar-se das fontes credíveis. Não desperdiçar energia. Corpo bom é corpo…com pudor, não podre!

 

 

A insegurança radical que se esconde na nossa existência, em busca de plenitude, que não se diz só de afetações, mas comunica-se pelas necessidades não respondidas. Ao silenciarmos as vozes múltiplas que gritam por uma resposta. Corremos riscos sem responsabilidade. O que será mais fácil fazer: cada um confrontar-se com o seu dever ou cada um ocupar-se com o dever dos outros. Ética ou moral. Se olharmos ao breve diagnóstico precedente: das vidas; das mentes e dos corpos, e, só então, optarmos por um caminho, as nossas insuficiências, sob o olhar do tratamento espiritual, serão a resposta à insegurança da alma no peregrinar para Deus, onde os irmãos serão lembrados e queridos.

 

AUTOR: Pedro José, Chapadinha, 20-01-2009.

2558 caracteres (com espaços incluídos).

 

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