Carta Aberta à População de Mata Roma – 11/01/2009

 

 

Carta Aberta à População de Mata Roma

 

 

Seremos Filhos Legítimos da Política do Bem Comum?

OU Vítimas da Politicagem Bastarda do Privilégio Particular?

 

 

[1.] Mata Roma é notícia. Já deu na Globo News Internacional. Brevemente, estará sendo noticia-reportagem no New York Times, com direto especial no Fantástico, disputando o ibope com o BBB9!? Os jornalistas de S.Luís, na capital, fazem notas de roda pé ou manchetes, com e sem conteúdo, tanto faz, e os blogs regionais assim o reproduzem. A vida política virou piada de mau gosto. Infelizmente, Mata Roma é notícia, pelas piores razões. Até quando vai durar este um imbróglio jurídico comparável a um torneio de pingue-pongue, sem árbitro, com regras feitas e improvisadas a contra-gosto.

 

 

[2.] A situação política da administração publica em Mata Roma é o resultado da pior campanha nas eleições recentes. Correu durante todo este período eleitoral na rua, e boca a boca, o dinheiro sujo, dos dois principais grupos adversários: 40 e 12. Alternando-se, corruptos e corruptores, na compra dos votos. Eleitores e famílias inteiras em leilão, com variáveis preços. Sem vergonha. Sem dignidade. Três, quatro ou cinco milhões, ninguém sabe quanto, de cada lado foi gasto. Pois houve compra e recompra, etc. Agora verificamos que essa sede de poder manifestada, já não tem mais limites. A política não muda ninguém por fora, apenas revela a presença ou a ausência de ética dentro do coração humano.

 

 

[3.] Mesmo conscientes de que estamos vivendo num regime democrático progressivo, num Estado de Direito aperfeiçoável. Assistimos a CINCO atos de tomadas de “posse” como perfeito(a) (1º. Carmem; 2º.Nata (vereadora); 3º. Grachal. 4º. Carmem (aterrissando com liminar de helicóptero). 5º. Nata (vereadora reempossada, com proteção do helicóptero do GTA). Tudo “isto” aconteceu desde as 2h00 do dia 1 de janeiro, até ao fim da manhã do dia 9 de Janeiro. Em seis dias úteis de trabalho, cinco tomadas de posse. Como é possível!? Assiste-se a diplomações em todos os horários, com liminares para todos os bolsos. Com “juizes-padrinhos” para ambos os lados? Onde está o (verdadeiro) Direito e a (verdadeira) Justiça Eleitoral!?

 

 

[4.] Já o escrevemos e o fizemos chegar às devidas Autoridades (Fórum e Promotorias, regionais em Chapadinha, e Conselho Nacional de Justiça, em Brasília) como denúncia o uso e/ou abuso de “Liminares” em Mata Roma. Faz com que se continuem a viver no presente (e no futuro) “horas de muita tensão social, da possibilidade de graves conflitos e até de confrontos entre grupos pelo uso das tais Liminares.(…) E o patrimônio público degradado, vidas em perigo, situações graves de tensão social, baderna desnecessária…? Quem responde por tudo isto?” (cfr. Vida Nova, N°02 – 04/01/2009).

 

 

[5.] Que postura ética está na promoção de perseguições, calúnias e ameaças, arrombamentos, roubos e degradação do patrimônio público, vaidades e bajulações desmedidas? Que imunidade de Deputado Estadual justifica tal comportamento? A arrogância de quem perde e/ou ganha estará sempre acima da Lei e do Direito? Dá um jeito, misturando-se honestos e safados, probos e corruptos? Pais e mães de família com ladrões da bolsa pública? Que Educação estamos dando como exemplo às gerações futuras? Na Igreja reza-se e faz-se promessas para Deus e seus Santos, pedindo a derrota do “diabo”, que é sempre o lado adversário? Não há nenhum Compromisso sério com a Justiça do Reino de Deus? A nossa Dignidade também terá um preço? Onde deixamos a nossa responsabilidade social no exercício da nossa cidadania? Estamos à espera que a cidade de Mata Roma possa ser palco duma tragédia sangrenta sem precedentes? Ficamos sem ligações telefônicas. Simples coincidência ou até teoria da conspiração sórdida. Queremos acreditar que foi mais um sinal de alerta para que não estejamos, por mais tempo, com a nossa consciência moral, também ela desligada.

 

 

[6.] É preciso “dar tempo ao tempo”, diz o povo. É preciso que a Justiça Eleitoral, nas diversas instâncias, seja respeitada na sua hierarquia: estadual é estadual; federal é federal; ultima instância não é primeira, etc.. É preciso que não haja vencedores arrogantes; nem derrotados perseguidos e humilhados. É preciso transparência e atestado de integridade moral na alternância dos diversos administradores políticos. É preciso que os senhores magistrados nos possam defender, com a sabedoria das suas sentenças, do perigo que correm as nossas vidas humanas. É preciso que os senhores políticos se convençam que são representantes eleitos, e por isso são empregados do Povo, e não donos da Administração Pública. É preciso participar e não assistir; é preciso governar e fazer oposição dignas.

 

 

Confiamos e respeitamos a Justiça e os Direitos, sejam eles prudentes e sábios, e não prescrevam, lentamente, cheirando a impunidade. Esse é o nosso Dever, nos ajude a nossa Fé a aceitá-lo com honra. Pois o decoro e a falta de civismo já estão suficientemente pisoteados nas vias públicas do nosso Município. O Povo de Mata Roma e História da nossa Cidade, não o merecem mais. Basta!

 

Paróquia de S. Francisco – Mata Roma, 11 de Janeiro 2009.

 

 

(*) FONTE: in Vida Nova – Boletim Formativo e Informativo das Paróquias de Chapadinha e Mata Roma // DIRETOR – Manuel Neves // DIRETOR-Adjunto – Pedro José; N°03 – 11/01/2009, pp. 2 e 3.

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