enigmas de bolso

 

 

enigmas de bolso

 

 

Ando a dormir com alguns enigmas dentro de mim. Não se tornam pesadelos porque a vida continua. Enigmas são aquelas perguntas sagazes. Aparecem na hora em que o sono não chega perto. Como agora e não vão embora. São teimosos.

 

1. – Quais são os números/cifras, IBAN e SWIFT, da minha conta bancária brasileira, para que seja possível proceder a transferências bancárias internacionais fugindo da crise? Trazendo ainda mais perto a crise real?

 

2. – Qual consome mais: rodar a 120 km/h com os vidros abertos ou a 120 km/h com os vidros fechados e ar-condicionado ligado?

 

3. – Porque muitas das vezes as pessoas me fazem de árbitro e proprietário, de bens e graças, onde apenas sou mero arauto e servidor?

 

4. – Qual a identidade dos assaltantes – suspeita-se de dois ou gangue em bairro já escrutinado – do furto/roubo, na noite de quarta (12) para quinta (13), concretamente, aparelhagem de som e afins, retirados das instalações da Igreja Matriz, entretanto, já reforçadas com segurança extra? Fazendo da nossa “segurança publica” um purgatório-inferno? Quem ganhará o show de calouros adiado? Os Jovens da Comissão Organizadora esperando contra a própria Esperança?

 

5. – “Acreditais verdadeiramente naquilo que anunciais? Viveis aquilo em que acreditais? Pregais vós verdadeiramente aquilo que viveis?” (EN, nº76)

 

6. – Porque sou persuadido a compreender, por sérias razões pastorais, o fenômeno do suicídio? Porque só me sinto bem a ouvir Tom Waits nas viagens de ranger? Porque só consigo sair do fastio de ler com as releituras infindáveis de Rubem Alves? E que tem a ver o (des)gosto do café com as apetências sexuais?

 

A sabedoria das respostas estará disponível na continuidade dos próximos episódios. Apressa-te lentamente, aconselha o adágio. Um colega missionário, Pe. Ramos, faleceu ontem instalado numa poltrona, depois de saborear um pouco de iogurte. A morte mística será a assim? Em vida já tinha decidido, por vontade expressa em testamento, ser sepultado em Paranhos-MS. Não voltou ao ventre de Origem?

 

Onde está o dedo de Deus? A vida como enigma, a morte dentro do bolso.

 

 

AUTOR: Pedro José, Chapadinha, 15-11-08;

2079 caracteres (com espaços incluídos).

 

 

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