Fazer Tudo Que Apetece, Porque Nada Acontece!

 

 

FAZER TUDO QUE APETECE,

PORQUE NADA ACONTECE! (*)

 

 

“A sociedade organizada rege-se por princípios. Os princípios fundamentam as leis. As leis só têm valor quando há quem as retire do papel e as aplique aos acontecimentos. Sem isso, são princípios abstratos inúteis. Sem isso, impossível a confiança na ordem. Impossível ter segurança. Mas toda a exigência deve ter uma práxis, uma maneira de aplicar a lei à realidade. A morosidade na justiça, a demora na aplicação da lei, enfraquece a força da lei, desmotiva quem tem que recorrer a soluções judiciais e incentiva à criminalidade os arbitrários que, sabendo que nada acontece, tudo podem fazer. Nada respeitam, apesar de tudo estar regulado. Tudo contra nada. Podem fazer tudo que apetece, porque nada acontece.

E quem desanima, às vezes, pode desesperar. E o desespero é mau conselheiro: pode levar a fazer justiça por próprias mãos.

Isto vem a propósito do que acontece em nossa terra. Falo por mim: fui injuriado, caluniado e houve um grave incentivo à descriminação racial e de classe. Crime inafiançável que devia ter solução rápida. A lei da Constituição e da Imprensa foram agredidas. Recorreu-se ao Ministério Público. Este acionou a Justiça, mas, passados já vários anos, a sentença não sai. E o autor continua sendo privilegiado com um cargo de confiança do Governo. O mesmo grupo agressor volta a ter a ousadia de fazer o mesmo. Infringe-se a lei, desrespeita-se as pessoas, desinstabiliza-se as Instituições Públicas. Pede-se cópia da transmissão radiofônica para pedir direito de resposta e vão já passar quinze dias. O direito não chegou.

Há um mês, na capela do Areal roubaram toda a aparelhagem de som. Depois, roubaram uma porta e prepararam outras. A Policia Militar descobriu os autores e os receptores. Mas o resultado do processo policial pouco avançou. Insatisfatório. Pouco mais que tempo perdido e desmoralização.

Assim não. Assim todos os princípios, por melhores que sejam, são inúteis. Os princípios da passividade na autoridade, e da indolência no trabalho… inutilizam tudo. Menos a criminalidade.”

 

 

(*) FONTE: in Vida Nova – Boletim Formativo e Informativo das Paróquias de Chapadinha e Mata Roma, N°31 – 02/11/2008, p. 4. RESPONSABILIDADE: Assessor co-editorial – Pedro José, C.I. – Estado do Maranhão: Reg. Geral – nº036010632008-9, data de expedição 18/09/2008, Doc. Origem: Nacionalidade Portuguesa, Portaria Ministerial N.0/9832008.

 

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