Ao terminar uma campanha eleitoral em Chapadinha

 

 

AO TERMINAR UMA CAMPANHA ELEITORAL
EM CHAPADINHA

 

1 – Termina nesta semana a campanha eleitoral. Fica para trás uma triste lembrança: zoada infernal, competitividade exagerada e escandalosa ganância de candidatos, medonhos gastos em propaganda, desânimo e desorientação de eleitores…

 

2 – Fica sobejamente comprovada a necessidade de não mais se repetir uma campanha sem a regulamentação municipal ou nacional do uso do som. O ambiente está saturado, os doentes incomodados, todos revoltados com tantos abusos.

 

3 – Os programas apresentados revelam a fecundidade da imaginação de quem os escreveu, mas não transparece aí minimamente o conhecimento do Plano Diretor Municipal já aprovado, o estudo das prioridades, a análise da realidade e a urgência das situações. E onde faltou programa viável, sobrou má educação, esculhambação dos adversários e demonstrações públicas de inconveniências e imoralidades.

 

4 – Mais uma vez, ficou patente a falta de participação popular na escolha dos candidatos que se impuseram, autoritariamente, aos partidos, coligações e à população e estão causando perturbadoras hesitações na hora da escolha.

 

5 – Sobressai, depois de tudo que foi visto na rua, a pergunta: donde veio ou donde será retirado tanto dinheiro gasto em trios e carros de som, panfletagem de diversa ordem, vencimentos de gente envolvida, realização de passeatas com participação escandalosamente paga, ofertas e prêmios …? Temos a declaração oficial dos candidatos. Quem mais gastou declara que não tem bens próprios. Sem dúvida, para muitos, ficou bem demonstrado por onde anda o dinheiro público do Município e do Estado que devia ter servido para o desenvolvimento e o exercício do bem comum que ficaram esquecidos. E não irá algum candidato ser, moralmente, culpado por mortes provocadas por desilusão de quem empresta dinheiro?

 

6 – Há um candidato cujo passado, ainda não retratado, de atrevido perseguidor e de incompetente administrador não condiz com afirmações de amizade aos padres e respeito à Igreja, feitas em comícios. O ter sido sacristão de falso padre para dominar religiosamente e enganar católicos, brincando aos sacramentos, deve merecer dos católicos conscientes sérias reservas. Ministério Público também o confirma acrescentando outros motivos. Autoridade para ser populista não pode comprar liberdade do povo com esmolas e ajudinhas, deixando de cumprir seus deveres de justiça. Pressentimos o que outros candidatos, se forem eleitos, poderão vir a ser, e, por isso, já estamos de sobreaviso. Deste, porém, já temos provas de sobejo.

A delicadeza nas relações serve para facilitar o trato, criar diálogo, mas não para justificar abusos. Muitas vezes quisemos prevenir o que agora está sendo constatado publicamente. No futuro, seremos intransigentes na defesa da moralidade e das políticas públicas que favorecem a vida e a família. A possível manipulação de órgãos públicos e a alienação social em proveito próprio devem obrigar-nos a tomar mais consciência de nossos direitos e deveres de cidadãos.

 

7 – Escolha o seu candidato a vereador com seriedade. Saiba o processo de eleição e faça que seu voto não vá cair em quem você não quer eleger. Precisamos ter na Câmara pessoas de atitude, moral comprovada, capacidade criativa, compromisso social e poder de comunicação. Câmara passiva com membros que se vendem, pouco comparecem, cochilam sobre a mesa e não apresentam projetos nem fiscalizam a administração municipal é uma vergonha que a todos prejudicará.

 

8 – Solicitamos a todos que exerçam seu direito e obrigação de votar. Ao menos, diante de tanta arbitrariedade, sabemos que temos um dedo democrático para usar carregando nos botões da urna de quatro em quatro anos. Exigimos dos escolhidos testemunho de moralidade pública e responsabilidade administrativa. Chapadinha é um Município que merece competência das autoridades e mais seriedade na procura do desenvolvimento. A Paróquia irá todos os meses, quando o souber pela internet, publicar as verbas que vêm para o Município e saber onde foram gastas. É um direito que nos assiste e uma obrigação que sobre todos recai”.

 

 

(*) FONTE: in Vida Nova – Boletim Formativo e Informativo das
Paróquias de Chapadinha e Mata Roma, N°26 – 28/09/2008, pp. 2 e 3.
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