Onde está a responsabilidade social?

 

 

Onde está a responsabilidade social?

 

[Comentário: XXIII Dom Comum. Ano – A: 07-09-2008]

 

 

“A campanha eleitoral continua. Tem mostrado de sobra que nossos políticos são ótimos em retórica, fantásticos em imaginação, bons em passeatas… Juntam muita gente, muito movimento, muitos participantes pagos (dizem que R$5.00 às bicicletas, R$10.00 às motos, R$ 20.00 aos carros, além de depósitos cheios). Mas em trabalho?!… São bons em foguetes, em zoada, em auto-elogios, mas em realizações… um diz que o outro não fez, mas se as coisas não estão feitas é porque nenhum as fez. Em que situação está a rodoviária? E o ginásio do Campo Velho quando termina?  Enfeitam-se fantasticamente os lugares de comício, mas as ruas dos bairros estão abandonadas, as praças esquecidas, a saúde pública à mercê do acaso… Onde está o dinheiro quando não se pagavam os vencimentos? Agora há carros, muitos carros com caras bonitas e sorridentes, mas já houve ocasiões em que não havia nem uma ambulância. As instituições de justiça pública têm instalações novas, mas continuam no velho sistema de morosidade, sem presença de autoridade no social e total ausência em muitos dias da semana… Como cidadão que sou sinto-me consumidor dessa política que aí está  e que me é imposta. Olho com revolta o dinheiro público a correr esbanjado e o povo a sofrer. Fomenta-se a expectativa na população, anestesia-se a sua miséria, degrada-se a sua esperança com promessas falsas e impraticáveis, explora-se a sua ingenuidade e adia-se constantemente a sua promoção social. Os políticos, esses, ficam promovidos, são elogiados… Quero saber nos próximos meses quem vai pagar o dinheiro de carros, cartazes, panfletos, adesivos, especialistas em marketing e estatística, garotos e meninas propaganda, condutores, gasolina de motos, caminhões de transporte, trios, aluguel de comitês, aparelhos de som, produção de músicas, favores de todo o jeito, comida a eleitores, ofertas a simpatizantes, viagens para todos os lados por terra, céu e mar, telefones, papéis-propaganda, foguetes, gerândolas e rajadas de artifício, etc, etc, etc… Cria-se dentro de nós muita revolta ao ver-se tanto dinheiro nosso a correr inutilmente perante tantas necessidades! Onde está a moral da situação? Onde está a verdade e a justiça eleitoral ? Como fica o Ministério Público que conhece a realidade, fiscaliza o presente e previne o futuro com veracidade diante de sentenças que podem ter tudo de legal, mas parece, não terem nada de moral? Tal como os fósforos, os políticos só valem quando têm cabeça. E nós, povo, também.”

 

FONTE: in Vida Nova: Boletim Formativo e Informativo das Paróquias de Chapadinha e Mata Roma, nº24, 07-09-2008, p.4.

 

 

 

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