o ponto de vista transversal

 

 

o ponto de vista transversal

 

 

[Comentário: XVII Dom Comum. Ano – A: 27-07-2008]

 

Das diversas leituras sobre o texto de Mt 13, 44-52. Escolhemos só um tema: Cfr. v. 44 – “o reinado de Deus é semelhante a um tesouro escondido num campo; um homem o descobre, volta esconde-lo e todo contente, vende tudo para comprar o campo”.

 

1. Mitch FINLEY (1), no livro “o que a fé não é” escreveu: “As doações beneficentes do fundador da Microsoft, Bill Gates [“recentemente reformado”] são quase inacreditáveis. Ele entrega, literalmente, bilhões de dólares por ano a boas causas de várias espécies. Entretanto, divulgou-se que Bill Gates teria dito que pensa haver maneiras mais úteis de gastar uma hora num domingo de manhã do que ficar sentado na igreja. Este é o tipo de comentário que se esperaria que o homem mais rico do mundo fizesse e, com ele, Gates praticamente se oferece como um mero estereótipo da pessoa fabulosamente rica, mas espiritualmente superficial. Bill Gates não acumulou seus bilhões de dólares sendo ignorante, mas seu conhecimento parece ser, em sua maior parte, do tipo que faz o mundo girar. Ele não se apresenta ao mundo como um homem de fé, mas como um homem de saber prático e perícia técnica”. E desenvolve com coerência: “O conhecimento que vem da fé assume muitas formas, mas ele é tão simples que, na mente de muitas pessoas, foi reduzido quase a um lugar-comum. Longe de ser um segredo, o conhecimento que vem da fé é moeda corrente. Ele pode ser facilmente minimizado, mas, quando o compreendemos, percebemos que ele engloba tudo, do universo vasto e estrelado à menor das moléculas; tudo, das relações entre as nações do mundo à mais profunda intimidade entre duas pessoas. O conhecimento que vem da fé tem muitas formulações, a depender de tudo – de circunstâncias históricas a pontos de vista pessoais”

 

2. A fé não é uma fonte de conhecimento secreto. É verdade que cada um dos nossos modos revela, mas também esconde. Cada um dos nossos modos é verdadeiro na medida do que abrange, mas cada um só chega até certo ponto e há sempre mais a ser dito. Não se trata de renunciar para obter o Amor de Deus, é a experiência desse Amor que possibilita desembaraçar-se alegremente de tudo, e assim viver a liberdade dos filhos/as de Deus. A sabedoria cristã está, então, em saber investir tudo naquilo que é importante, o Reino de Deus e sua justiça.

 

3. O meu capitão de equipe escreveu: “Cristianismo não é renúncia. É preferência”.(…) “Cristianismo não é sofrimento. É investimento”.(…) Cristianismo não é mortificação. É vivificação.(…) Cristianismo não é desejar o Calvário nem amar a cruz. É procurar a força da Ressurreição, sentir a fortaleza do que é mais Forte nem que, para isso, tenhamos de sentir o queimar do remédio que cura a ferida.(…)” [NEVES, Manuel, in Vida Nova, nº18, 27-07-2008.]

 

 

(1) FINLEY, Mitch, O que a fé não é, Edições Loyola, São Paulo, 2004, pp. 32 e 33.

 

Autor: Pedro José, Chapadinha, 26-07-2008.

Caracteres (espaço incluídos): 2745.

        

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