as intuições visíveis

 

 

as intuições visíveis

 

[Comentário: XVI Dom Comum. Ano – A: 20-07-2008]

 

 

0. O texto do evangelho (Mt 13, 24-43) oferece três parábolas, a primeira ilustra a diferença entre a paciência e o tempo de Deus e o dos seres humanos, e as outras duas narram simbolicamente algumas características do crescimento do Reino de Deus.

 

1. O semeador tem clareza que essa nova planta, ou erva, não provém da sua semeadura: “Foi algum inimigo que fez isso”, mas parece não se assustar com a presença do joio em seu campo. A tranqüilidade do semeador contrasta com a ansiedade de seus empregados que querem logo fazer alguma coisa: “Queres que arranquemos o joio?”.

 

2. Com a comunidade de Mateus podemos alargar a nossa reflexão e chegar à pergunta decisiva: Qual o porquê de Deus não intervir arrancando tudo de uma vez? Por que tanta injustiça no mundo?

 

3. Vale explicar que o joio (em grego zizanion, especificamente cizânia, Lolium Temulentum(1)) era uma gramínea anual que se parecia muito com o trigo até que amadurecesse, a diferença é que seus grãos eram pretos.

 

4. Por isso arrancá-lo enquanto crescem seria imprudente: “Pode acontecer que, arrancando o joio, vocês arranquem também o trigo”. Junto com a sabedoria surpreende a paciência! Que não deve ser confundida com passividade. Esta paciência e presença de Deus são o motor da vida e a esperança da comunidade cristã de todos os tempos.

 

5. As parábolas seguintes “explicam” como em meio às dificuldades, o reino de Deus cresce com lógicas diferentes das que estamos acostumados/as. O Deus de Jesus Cristo ama a pequenez! Tanto a semente de mostarda como o fermento escondido na farinha são sinais pequenos e quase imperceptíveis. Daí a importância de ter olhos para ver o agir de Deus na história e ouvidos para escutar seus apelos e convites.

 

6. algumas lições a reter: (a) Somos ao mesmo tempo trigo e joio. (a’) Nunca seremos só trigo, nunca seremos só joio. (b.) O joio não é só a maldade que fazemos, mas é toda a realidade que nos envolve. (b’) Sem maniqueísmos estamos no mundo, inúmeras vezes, inumano e aleatório, onde para procurarmos a beleza e a verdade, temos de trabalhar, primeiramente, sobre nós mesmos, todo o tempo, até ao fim. (b’’) A possibilidade, a oportunidade de mudança é sempre possível. Somos uma obra aberta, uma construção incompleta.

 

 

(1) Lolium temulentum, tipicamente conhecida como joio (ou cizânia), é uma planta anual pertencente à família Poaceae e ao gênero Lolium. De talo rígido, pode crescer até 1 metro de altura, com inflorescências na espiga e grão de cor violeta. Usualmente cresce nas mesmas zonas produtoras de trigo e se considera uma erva daninha desse cultivo. A semelhança entre essas duas plantas é tão grande, que em algumas regiões costuma-se denominar o joio como "falso trigo". Pode ser venenosa e uma pequena quantidade de joio colhida e processada junto ao trigo pode comprometer a qualidade do produto obtido. Portanto, vem daí a famosa expressão "é preciso separar o joio do trigo", um ditado popular.

 

FONTES: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lolium_temulentum,

acesso: 18-07-08. Consultar os serviços de comentários bíblicos:http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_servicos&Itemid=38&task=detalhes&id=2, acesso: 18-07-08.

Resumo: Pedro José, Chapadinha, 18-07-2008. Caracteres (espaço incluídos): 2927.

 

 

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