numa sociedade “líquida”

 

 

semeador, semente e terreno:

numa sociedade “líquida”.

 

 

[Comentário: XV Dom Comum. Ano – A: 13-07-2008]

 

0. O Semeador é a nossa garantia, o modelo a seguir. As sementes são tão ricas, mas apenas sementes e não frutos. O terreno na sua preparação e manutenção é a condição humana. A partir daqui encontrei resumidas as minhas perplexidades num excelente artigo de Ed René KIVITZ (*), (confira a fonte das suas releituras; a numeração é da minha autoria) abrindo-me depois a outras indagações sobre: a exigência do Semeador; as infinitas possibilidades das sementes; e a pobreza do meu terreno.

 

1. Vivemos num mundo líquido, que detesta tudo o que é sólido e durável, tudo o que não se ajusta ao uso instantâneo. O amor, nesse mundo líquido, é “amor líquido”. Estamos na era do homo consumens.

 

2. Ser bem sucedido é conviver com novidades, variedades, e rotatividade. Daí surge a cultura do descartável (e por isso mesmo mais barato). O descartável pode ser facilmente substituído sem muito prejuízo: vale a relação custo benefício, ou tempo de benefício.

 

3. A experiência sexual e relacional segue o mesmo padrão e raciocínio. Seu parceiro pode abandonar você a qualquer momento, sem o seu consentimento. São relacionamentos nos quais se entra apenas pelo que cada um pode ganhar e se permanece apenas enquanto ambas as partes imaginam que estão proporcionando a satisfação da relação. Viver juntos é "por causa de" e não "a fim de". Os compromissos intensos e de longo prazo são uma armadilha a ser evitada.

 

4. Lembre-se que o amor encontra seu significado, não na posse das coisas prontas, completas e concluídas, mas no estímulo a participar da gênese dessas coisas. Não espere pessoas prontas, caminhe com elas rumo à maturidade. Lembre-se também que o amor não é um caminho de satisfação, mas de transformação e realização. Quando seu relacionamento não estiver satisfatório, não mude de parceiro ou parceira, mude o relacionamento. Finalmente, lembre-se que o amor não é um episódio, mas uma caminhada comum. Não acontece na relação superficial, esporádica, virtual, meramente física, mas num relacionamento de proximidade que conduz à intimidade em direção à profundidade do ser que ama (dos seres que se amam).

 

5. A sociedade anticristã não vive da negação do que é cristão, mas da deturpação. Para deturpar, você priva, exagera ou distorce. O “amor líquido” é uma falsificação do amor sólido. Isto é, para conspirar contra o amor, o diabo não precisa semear o ódio (a maioria rejeita), basta semear o amor líquido. A sociedade líquida está iludida. Carece de gente que viva relacionamentos de "amor sólido" para que conheça a verdade e seja liberta de sua ilusão.

 

(*) FONTE: Cfr. KIVITZ, Ed René, “Amor líquido” in http://www.outraespiritualidade.com.br/, acesso: 11-07-08.

Resumo: Pedro José, Chapadinha, 11-07-2008. Caracteres (espaço incluídos): 2562.

 

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Uma resposta a numa sociedade “líquida”

  1. Unknown diz:

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