O nós da nova família

 
 

 

 

O nós da nova família

 

 

[Comentário: XI Dom Comum. Ano – A: 15-06-2008]

 

Jesus chamou os doze discípulos (Mt 10,1)… e enviou esses doze (10,5)”. Estar com Jesus e ser enviado parece, à primeira vista, que são coisas excludentes, no entanto estão claramente interligadas. Os(as) discípulos(as) devem aprender (mais que ser ensinados) a estar de tal modo com Ele que estão com Ele mesmo quando vão para os confins do mundo. Estar com Ele leva em si como tal a dinâmica da missão, porque todo o ser de Jesus é já missão.

Com-o-pé-no-chão, descobrimo-nos cada vez mais envolvidos por relações virtuais abstrusas, sem limite de tempo e espaço; nós pessoas sentimo-nos perdidas e carentes de contato pessoal, real, cara a cara. Como enfrentar a exigência da Vida neste “mundo cão”?

“H. Schlier explicou assim esta representação do combate cristão, para nós hoje surpreendente ou mesma estranha: “Os inimigos não são isto ou aquilo, nem sequer eu mesmo, nem a carne nem o sangue… O confronto vai mais fundo. É contra um sem número de adversários incansavelmente agressivos, difíceis de conceber, que não têm propriamente nome, mas apenas designações coletivas; que também desde o princípio são colocados acima do homem, e precisamente pela sua posição elevada, através da sua posição ‘no céu’ do ser, colocam-se acima também da opacidade da sua posição e da sua intangibilidade – a sua posição é sim a ‘atmosfera’ do ser, que eles mesmo no seu sentido espalham à sua volta, e que finalmente estão todos cheios de essencial e mortal maldade”(1).

Importa assinalar três posturas. Compreender o compromisso pela Justiça no mundo de hoje: como resposta aos ensinamentos oficiais da Igreja. Expressão da nossa maturidade eclesial. Apoiar essa luta pela Justiça (à direita e à esquerda, pode também ser ao centro, se preferirmos…). Viver essa tensão do chamado e do envio nas diversas fronteiras, num espírito de Paz no meio do conflito. Participar, dando lugar a todos nas diferentes realidades e contextos. Participar é tomar parte, não partido. Fazer da comunhão uma festa, não um discurso.

 

(1) [Der brief na der Epheser, 291, citado por RATZINGER, Joseph (Bento XVI), Jesus de Nazaré – Primeira Parte, Editora Planeta,

São Paulo, 2007, pp.157-158)].

 

 

Autor: Pedro José, Chapadinha, 14-06-2008.

Caracteres (espaço incluídos): 2011.

 

 

 

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