Também sou o próximo do inimigo – por Heiner GeiBler

 

             Pílula Bíblica 12

 

                          Também sou próximo do inimigo 

 

“Os especialistas em hebraico chamam a atenção para o facto de a frase “amai os vossos inimigos”, que se encontra em hebraico no Antigo Testamento (Lv 19,18), não estar no acusativo mas sim no dativo, o chamado dativus ethicus, que não existe em alemão, nem em latim e nem em grego: não é possível traduzi-lo, mas apenas descreve-lo(1): dá amor ao teu próximo, faz-lhe algo baseado no amor – portanto, faz algo por ele. Jesus não exige um sentimentalismo, mas sim um amor traduzido em actos – ele menciona alguns exemplos no sermão sobre o fim dos tempos: dar comida àqueles que têm fome, água àqueles que têm sede, cuidar dos doentes, visitar os criminosos na prisão, receber estranhos. O amor é sempre concreto – e quem diz mal dos outros, diz Jesus, é tão mau como um assassino. É óbvio que o superlativo do mandamento do amor, traduzido no “amor aos vossos inimigos”, em hebraico, também foi descrito no dativus ethicus: façam algo de bom aos vossos inimigos, sejam razoáveis no tratamento que dão ao adversário”.

 

[1] LAPIDE, Pinchas, Ist die Bibel richtig übersetzt?, Vol. II, 12.

  

   FONTE: GeiBler, Heiner, O que diria Jesus Hoje?, Casa das Letras, Cruz Quebrada, 2005, pp.47-48. Caracteres (espaço incluídos): 1017.

 

 

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