É assim mesmo! Estou a envelhecer…

 

 

É assim mesmo! Estou a envelhecer…

 

Os dias são todos iguais ou são todos diferentes? Não há oposição. Há disposição. Verdade antes e Verdade agora. E quando a Mentira fica do lado da Verdade? Náusea. Dois amigos informam-me sobre a “terrível” nomeação episcopal no dia 7 de Maio. Começo a pensar e a sentir o peso de “fazer-parte-de-uma-geração-qualquer”. Coisa estranha em mim: sentido de pertença ou referências ocultas. Senti o “orgulho” de ter sofrido com a Auto-formação. A única que permanece nos momentos cruciais. Lembrar e esquecer os 5 anos de nulidades em “Reitorias”. Afloram os despertadores de consciência. “Aquele que confundia Martin Buber com Max Weber e dizia São Benedito em vez de São Bento…”. “Aquele que dizia o “Oremos” de uma forma abrasiva e ridícula”. “Aquele que fez o impossível: tornou repelente a belíssima disciplina: o-Mistério-de-Deus”. “Aquele que na primeira queda inconsciente, fez vingar a expulsão, sem o digno direito de defesa”. “Aquele que exigia mais chaves nas portas e grades nas janelas do que Livros na Biblioteca”. “Aquele para quem fazer um programa de rádio era incompatível com o sacerdócio”. “Aquele que… ficava sempre obtuso”. No fundo “alguém conforme, conservador, vazio de ideias próprias”. É feito bispo auxiliar do porto. Atingiu o top da carreira. Viva Salamanca? Auxiliem-me a suportar uma igreja assim-a-assim…, pois ela é a minha educadora na Fé. Não outra coisa qualquer. Tenho sobre as minhas costas o jugo “dessa” geração educada, sem a revolta desnecessária, sobre a pauta de uma pedagogia medíocre, por incompetência e falta de talento. Hoje são trinta e seis graças passadas e cada vez mais integradas. Outro não pode ser o caminho. Ser provável era diferente de ser possível. Era possível mas julgava improvável. Acredito agora no “nepotismo eclesiástico”. E também na irresponsabilidade eclesial. Era público? Era suficientemente visível e risível? Puro e duro engano. Outro amigo salva-me: “Isto de fazer anos não é, por si mesmo coisa boa, porque é a Vida que se vai desgastando! Mas também não há nada a fazer. O melhor é fazer festa mesmo, com parabéns e tudo”. Foi o que aconteceu. Apesar das dificuldades em ordenar os pensamentos e, ainda mais, os sentimentos. Não quero sentir raiva, só indignação. Melhor, conservar a Lucidez humilde: da sabedoria espiritual ou da espiritualidade sábia. Não as posso separar. Não consigo. Tudo vai passar. Hoje é um dia igual e diferente. Igual para mim que quero, também, passar despercebido. Fazer coisas simples de modo simples. Não deixar as decisões ao acaso. Ter serenidade e não arrependimentos amargos. Diversas pessoas de relação pastoral e outros conhecidos, especialmente, a família de sangue, e os(as) amigos(as): fizeram este dia diferente. Sempre a Razão, sempre a Louca do Coração. “Muito importante, não fugir dela, pois isso alimenta o espírito de jogo amoroso, que a generalidade… muito gosta”. Tenho de abrir mão. Confirmo que nós somos uma história em comum. Agradecido a tod@s!

 

AUTOR: Pedro José, Chapadinha, 13-05-08;

2983 caracteres (com espaços incluídos).

 

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