Reino de Cruz, Reino de Fé

 

Reino de Cruz, Reino de Fé

 

[Preparação escrita da homilia, XXXIV Dom. Ano – C: 25-11-07]

 

 

Partilho uma bela meditação sobre Jesus Cristo que propõe o cardeal Albert Decourtray[*] (1923-1994) arcebispo de Lyon, a partir de cenas evangélicas. Pode ser um texto já «conhecido», mas terá sempre um sabor «novo». É necessário este Sopro para que cresça o Reino da Proximidade. No dia do reinado de Jesus, em que foi genial a ideia dos compositores da renovada ordem litúrgica, escolher a morte de Cristo na cruz como evangelho (Lc 23, 35-43) para a Festa de Cristo Rei.

 

“Jesus não disse: «Esta mulher é volúvel, irreflectida, tola, ela é marcada pelo

atavismo moral e religioso do seu meio, afinal é só uma mulher!»

Ele pede-lhe um copo de água e inicia a conversa (Jo 4,1-12).

 

 

Jesus não disse: «Aquela que procura tocar o meu manto não passa de uma histérica».

Ele ouve-a, fala-lhe e cura-a (Lc 8,43-48).

 

 

Jesus não disse: «Estas crianças não passam de garotos».

Ele diz: «Deixai vir a mim as crianças e tentai ser como elas» (Mt 19,13-15).

 

 

Jesus não disse: «Este homem não passa de um funcionário corrupto

que enriquece adulando o poder e sangrando os pobres».

Convida-o para a sua mesa e garante que a sua casa recebeu a salvação (Lc 19,1-10).

 

 

Jesus não disse: «Este centurião não passa de um ocupante».

Ele diz: «Nunca vi semelhante fé em Israel» (Lc 7,1-10).

 

 

Jesus não disse: «Este indivíduo é um fora da lei».

Ele diz: «Hoje estarás comigo no paraíso» (Lc 23,39-43).

 

 

Jesus não disse: «Este Judas não passa de um traidor». Abraça-o e diz-lhe: «Meu amigo» (Mt 26,50).

 

 

Jesus não disse: «Este fanfarrão não passa de um renegado».

Diz-lhe: «Pedro, gostas de mim?» (Jo 21,15-17).

 

Jesus não disse: «Estes grandes padres não passam de juízes iníquos,

este rei é um fantoche, este procurador

romano é um poltrão, esta multidão que me cospe não passa de uma plebe, estes soldados

que me maltratam são simples funcionários».

 Ele diz: «Pai, perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem» (Lc 23,34).

 

 

Caracteres (espaço incluídos): 1887

FONTE:  DECOURTRAY, Albert, Citado por QUESNEL, Michel, Jesus Cristo,

Instituto Piaget, BBCC nº20, Lisboa, 1995, pp.100-101.


[*] Citado por QUESNEL, Michel, Jesus Cristo, Instituto Piaget, BBCC nº20, Lisboa, 1995, pp.100-101.

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