(A)guardar a missão

 

 

(A)guardar a missão

 

[Preparação escrita da homilia, XXIX Dom. Ano – C: 21-10-07]

 

Hoje temos três realidades agradáveis para a reflexão. A primeira é a de Moisés, depois a parábola de Jesus, a última, o dia Mundial das Missões, com o tema “todas as Igrejas para o mundo inteiro”.

Pergunto-me se imaginamos que Moisés, com os braços estendidos, fazia com que um exército de judeus derrotasse os amalecitas? Ou é um Deus de todos os povos, de todas as culturas, ou um Deus que exclui alguém do seu amor? A revelação de Deus na história, particularmente, no Antigo Testamento, é muito pedagógica (não confundir com demagógica). É andar tipo caranguejo. Essa revelação é muito mais os desejos e os sonhos do povo de Israel do que a própria realidade de Deus.

A parábola de Jesus. Podemos pensar alto: “- Agora sim, agora entendi. Para conseguir uma graça, eu tenho de insistir, pedir, lutar, suportar, até engolir sapos, para que Deus se comova e me conceda a graça. Vou rezar, vou à missa diária, vou a Fátima a pé, vou suportar o(a) colega «estúpido(a)» ou aquele professor (in)competente !? Etc… Nada “disto” está errado, ou quase errado. A “viúva” lembra-me duas histórias reais: a professora primária, com 3 cancros (obrigam a trabalhar…); a irmã enfermeira, com diploma (não deixam trabalhar…).

Se nós insistirmos nós vamos conseguir. A tentação maior/mais dura é desistir. Vamos conseguir, poderemos não saber quando e onde, ou com quem. Não porque Deus quer assim. Assim fazem os homens, menos as mulheres (apesar dos avanços, estão, ainda, longe do Poder…). Com os homens precisamos insistir. Essa é a lição. É para a História (humana e desumana), não para o relacionamento directo com Deus.

Finalmente, o dia Mundial das Missões (na teoria, graças ao português, há: omissão, intromissão, permissão, e submissão), mas o Papa fala-nos da prática: “…para cada um dos fiéis, não se trata simplesmente de colaborar na actividade de evangelização, mas de se sentir protagonista e co-responsável da missão da Igreja”. Aprendi: «na prática, a teoria é outra». Será bom isso?

Fim mesmo. Uma frase de Clara Pinto Correia, que li e não esqueço: “Deus é tudo menos auto-explicativo. E nós somos tão contra-intuitivos como a relatividade” (in Os Mensageiros Secundários).

 

Autor: Pedro José, Borralha, 20-10-2007.

Caracteres (espaço incluídos): 2188

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