Sombras e Luzes

 

 

 

Incontinências 03

 

Sombra da Luz – Ando querendo atingir não a intensidade, nas categorias do Tempo e Espaço, vencer a duração e o instante; desintegrar as localizações e as posições, não em perspectivas subentenda-se. Mas aumentar a densidade. A densidade é a palavra-mistério. O DIVINO me presenteia com a consciência. Nela radica o conflito. Não presidir ao terceiro casamento que transformaria a «Paróquia na Republica das Bananas». Não sou macaco, embora aprecie bananas. Agora só teria, em simultâneo, os 11 meses do trágico acidente rodoviário, ao qual me referi na Celebração Penitencial Comunitária passada; a missa de 7 dia, «tudo» dentro da mesma missa. Declaro que fui duro no discurso e na réplica disse que faria os seus compromissos pastorais; e ele a missa e o dito casamento (já “casei” dois pares e baptizei “bandas”, dois em um, mandando ás malvas a pastoral imprescindível do catecumenato… daí que na 3ª vez o saco encheu!). Claro que não aceitou!? Então foi o próprio “marcador”, desmarcar o casamento de dentro da missa e “fazê-lo”, no fim, quando eu terminei a respectiva missa das 20h00, na igreja matriz, pacificado em brasa. No seguimento, fui comprar o Jornal Pequeno na praça. Excelente!

O mestre K. Rahner me abençoe nesta noite escura, de sábado: «Antes de cortar, é preciso afiar a faca. Mas, para cortar, não é suficiente uma faca afiada».

 

Luz da Sombra – Hoje faz um mês da morte da minha Avó materna, nas duas missas que rezei não me lembrei dela, mas agora lembro e na memória reside a salvação. Apareceu a dor da perda indirecta. Quando morre alguém próximo perdemos o chão. Não tenho chão há muito tempo. Pois o meu chão é feito do barro do Jardim do Paraíso Perdido. Fui questionado em questão de exegese tipo «complexo do pai natal». Bem como é hábito gosto de escandalizar um pouco. O DIVINO me presenteia com a liberdade. Nela radica a dúvida. Dei opinião que se fundamenta nas leituras e dei livros que fundamentam as opiniões. Não tenho jeito. No seguimento, decidi varrer o quarto, os banheiros, as escadas, das insuportáveis penas e palhas dos passarinhos locatários do meu espaço privado. Tudo na santa paz das irresponsabilidades. Fumo e consumo do pão ázimo do Cristo consagrado na maior intimidade de sentido do Sentido. O retiro da pastoral da educação, em número de doze participantes, foi excelente! Quero marcar sem deixar marcas.

O mestre K. Rahner me abençoe, novamente, nesta doce madrugada, de domingo: «(…) porque a fé só é fé quando é transmitida ao que não é fé».

 

 

AUTOR: Pedro José, Chapadinha, 08-07-2007.

Caracteres (espaço incluídos): 2501

 

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