PALAVRAS: Novas e Velhas

 

«PALAVRAS:

NOVAS E VELHAS»

 

(…depois de Jesus dois profetas de eleição:

revelam a chave do meu sentir presente:

UM OPTIMISMO de Mau Humor…)

 

 

«Quarto SAPATO “SUJO”:

A ideia de que mudar as palavras muda a realidade».

Mia COUTO

 

 

1.Com Leonardo BOFF uma palavra NOVA :

Resiliência (com crédito…).

«O termo possui sua origem na metalurgia e na medicina. Em metalurgia resiliência é a qualidade dos metais recobrarem, sem deformação, seu estado original após sofrerem pesadas pressões. Em medicina do ramo da osteologia é a capacidade dos ossos crescerem corretamente após sofrerem grave fratura. A partir destes campos, o conceito migrou para outras áreas como para a educação, a psicologia, a pedagogia, a ecologia, o gerenciamento de empresas, numa palavra, para todos os fenômenos vivos que implicam flutuações, adaptações, crises e superação de fracassos ou de estresse. Resiliência comporta dois componentes: resistência face às adversidades, capacidade de manter-se inteiro quando submetido a grandes exigências e pressões e em seguida é a capacidade de dar a volta por cima, aprender das derrotas e reconstituir-se, criativamente, ao transformar os aspectos negativos em novas oportunidades e em vantagens. Numa palavra, todos os sistemas complexos adaptativos, em qualquer nível, são sistemas resilientes. Assim cada pessoa humana e o inteiro sistema-Terra»(…).

Resignar-se e nada fazer é a pior das atitudes, pois implica renunciar à resiliência e às saídas criativas.

Os estudiosos da resiliência nos atestam que para sermos resilientes positivamente precisamos antes de tudo cultivar um vínculo afetivo, no caso, com a Terra: cuidá-la com compreensão, compaixão e amor; aliviar suas dores pelo uso racional e contido de seus recursos, renunciando a toda violência contra seus ecossistemas (…)».

 

FONTE: BOFF, Leonardo, “MUNDO Resiliência e drama ecológico”

in http://www.adital.com.br, acesso: 12.06.07.

 

2.Com António VIEIRA uma palavra VELHA :

Vergonha (em descrédito…).

[nº130] «Esta é a eficácia maravilhosa da vergonha sobre o pecado cometido: Pudor commissi. – O pecado é pai da vergonha, e a vergonha filha e morte do mesmo pai; mas qual será na mesma vergonha, e sobre o mesmo pecado, o ponto mais fino, mais heróico, e, como fala o nosso texto, o mais limpo: Limpidissimos lapides?

– Eu o direi: A vergonha, que toda é uma paixão, ou afeto respectivo, se divide ou se reduz a três respeitos: envergonhar-se dos homens, envergonhar-se de Deus, envergonhar-se de si mesmo. A vergonha a respeito dos homens atende à fama, a respeito de Deus à culpa, a respeito de si mesmo à dignidade própria. Isto suposto, digo que a vergonha mais heróica do cristão, enquanto cristão, é envergonhar-se de Deus; e a vergonha mais heróica do homem, enquanto homem, é envergonhar-se de si mesmo. A terceira parte da divisão, que é envergonhar-se dos homens, tem necessidade de maior distinção; em seu lugar veremos se pode ser heróica ou não, e em que consiste.»

[nº149] «(…) O primeiro remédio de evitar os castigos é tirar os pecados; o último, escondê-los. Se vos não envergonhais para não pecar, ao menos pecai com vergonha».

 

FONTE: VIEIRA, António, S.J. (1608-1697), “As Cinco Pedras da Funda de Davi em Cinco Discursos Morais” – Discurso III, (Roma, 1676) in SERMÕES – Padre António Vieira, EDELBRA, Erechim, 1998, Volume XI,

pp. 424-425 (nº130) e p.439 (nº149).

 

AUTOR: Pedro José, Chapadinha, 16-06-2007.

Caracteres (espaço incluídos): 3337

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